Eva Mejuto, da OQO Editora: «Desde o início apostamos por trabalhar com autores e ilustradores portugueses»

Segunda, 13 Junho 2011 07:22

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PGL - Como noticiado no Portal, desde há uns dias, os livros da OQO Editora formam parte do amplíssimo catálogo da loja online Imperdível. Para conhecer mais de perto esse projeto, que já leva quase seis anos de andaina, conversámos com umha das integrantes da sua equipa, Eva Mejuto.

PGL: Como surgiu o projeto OQO?

Eva Mejuto: Da idea de existia nesse momento —há perto de seis anos— e existe ainda hoje: há um oco para livros de qualidade, de alto conteúdo artístico e que acheguem às crianças novas maneiras de olhar o mundo e a si próprias.

PGL: Som bons tempos para a ediçom de livros? Podemos concorrer com o audiovisual e a Internet?

EM: Som tempos necessários para fazermos nom apenas boas propostas literárias e plásticas, mas também audiovisuais e musicais. Em OQO, a ediçom de livros é umha parte do projeto, mas nom a única. O livro pode ser ponto de partida para muitas outras cousas: cançons, filmes, jogos…que ajudem a desenvolver a criatividade, a imaginaçom e o espírito crítico dos nenos e nenas.

PGL: OQO publica em sete línguas, como se leva o multilingüismo?

EM: Recentemente incorporou-se algumha língua mais: o basco, o polaco e o neerlandês. A nível de ediçom, obviamente, fai que o trabalho seja mais complexo, mas resulta mui gratificante ver como os livros vam colhendo caminhos próprios, viajando e chegando a crianças de distintos países e culturas. Quando pensamos no lema de “Contos de nunca acabar” referíamo-nos aos contos que existírom sempre, transformando-se, mudando de um país a outro mas guardando a sua essência. Esse espírito migratório e rebuldeiro acabou também por marcar a nossa maneira de estar e de medrar.

PGL: OQO publica em português em Portugal e conta com muitos ilustradores portugueses. Como é a vossa relaçom com a cultura portuguesa? Serviu o galego para se introduzir em Portugal?

EM: Foi sempre ótima. Desde o início apostamos por trabalhar com autores e ilustradores portugueses, aos que quigemos também dar umha projeçom exterior, já que muito deles, mália a serem de umha altíssima qualidade, nom tinham sido editados nunca fora do seu país. No público topamos, ainda, umha acolhida excecional, mui afetuosa. Sempre que acudimos a exposiçons, feiras, cursos, atividades de animaçom à leitura… notamos o apoio e os azos. O que resultou mui curioso e surpreendente foi comprovar que, em linhas gerais, quando nom temos um livro em português, preferem mercar a ediçom em castelhano antes do que a de galego.

PGL: Tendes pensado no resto da lusofonia como campo de atuaçom ou como aproveitamento dos seus contos populares? Brasil, Angola, Moçambique...?

EM: Temos já no catálogo contos tradicionais portugueses e brasileiros e, mádia leva, estamos abertos a incorporar dos outros países da lusofonia. A nível de mercados, vimos de iniciar umha colaboraçom com umha editora do Brasil, a Positivo, que está a editar os nsosos livros no país. Ali também fazemos regularmente atividades de animaçom literária e audiovisual com crianças. Este verao participaremos na bienal do livro no Rio de Janeiro, e faremos umha exposiçom de ilustraçom e diversos obradorios nas bibliotecas públicas de Brasília.

PGL: Que destacaríeis e que achais em falta no panorama bibliográfico galego-português com respeito às crianças?

EM: No mercado português, há uns anos, a oferta de álbumes ilustrados era mui uniforme. Nos últimos tempos nota-se umha reativaçom no mercado, com projetos novos que estám a achegar umha grande frescura, com propostas próprias ou de fora de qualidade.  Ao mesmo tempo que se produziu umha enorme concentraçom editorial em grandes grupos, nascêrom pequenas editoras com apostas arriscadas e atrativas com as quais resulta um prazer compartir um “OQO” nas prateleiras nas livrarias.

 

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