Carlos Valcárcel: «Adultos e crianças podem aprender várias línguas orais e escritas, mas de modo diferente»

Ainda é possível increver meninos e meninas no Ops! para crianças que ministra amanhã, dia 5 de julho

Segunda, 04 Julho 2011 07:27

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
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Carlos Valcárcel é professor de didática do francês

PGL - Como parte das atividades do éMundial, a dia 5 de julho, de 11 a 12:30 haverá um obradoiro de leitura em português focado a crianças entre 7 e 11 anos. A atividade decorrerá na Biblioteca Ánxel Casal e vai-na ministrar Carlos Valcárcel, professor na Faculdade de Ciências da Educaçom de Ponte Vedra.

Para inscrever nesta as miúdas e miúdos nesta atividade, variante do programa formativo Ops! (O Português Simples), basta contactar a biblioteca indicando o obradoiro de que se trata. Os dados de contacto som os que se indicam a seguir:

Telefone: +34 881 999 401

Correio eletrónico: biblio.publica.santiago[arroba]xunta.es

Endereço: Avenida de Joám XXIII, s/n (Santiago de Compostela)

Para conhecer um pouco mais sobre esta atividade conversamos com o docente, Carlos Valcárcel, o qual é conhecido também polo grande público através da sua faceta musical com o grupo Projecto Mourente.

PGL: Qual é a idade do público a que vai dirigida a atividade?

Carlos Valcárcel: A meninos e meninas de 7 a 11 anos, de segundo e terceiro ciclo de Primário. A essas idades tenhem assentado já o código fonográfico do castelhano, que também usam para escrever o galego.

PGL: Quais som as necessidades específicas?

CV: Nengumha em especial, para além de saberem ler e escrever. No ateliê utilizarei um quadro em branco e uns marcadores. Também distribuirei umhas fotocópias com atividades e lápis de cores para as crianças pintarem e escreverem.

PGL: Qual vai ser o formato da sessom, que conteúdos se vam tocar?

CV: As atividades que se realizarám terám um conto como ponto de partida que figem para a ocasiom (A revolta das letras no país dos robôs, como título provisório). Trata-se de umha história interativa em que a rapaziada terá que participar competindo em equipas. Baseia-se numha humanizaçom das letras, que se rebelam no País dos Robôs para darem lugar a um novo modo de escrever as palavras.

Os robôs terám de aprender a nova maneira de escrever, mas a sua paciência terá um limite... Depois do conto virám atividades de reforço mais ou menos típicas. O objetivo principal será familiarizar as meninas e meninos com a leitura galega comum dos grafemas <nh>, <lh>, <ão>, <ç>, <g> e <j> diante de vogal, e <m> em posiçom final.

PGL: Tiveste já algumha experiência similar? Como correu?

CV:
Sim, com o francês e com meninos dessas mesmas idades e os seus futuros professores. Porém, esta é a primeira vez que narro um conto em galego com objetivos didáticos.

PGL: Numha única sessom podem-se adquirir as chaves necessárias para ler em português?

CV: O ideal seriam mais sessões conformando umha unidade didática ou fazendo parte de diferentes unidades na programaçom de língua galega. Porém, o formato ateliê impom um limite temporal bastante estreito. Veremos se dá jeito.

PGL: Se umha criança pode aprender em pouco tempo as noções básicas, também pode um adulto?

CV: Se esta experiência sair bem, demonstraria que sim. Adultos e crianças podem aprender várias línguas orais e escritas. Contudo, como se sabe, o seu modo de aprenderem, nem só as línguas, é bem diferente.

PGL: Para finalizar, Carlos, qualquer cousa que gostarias de indicar...

CV: Apenas agradecer-lhe a AGAL a iniciativa e estar pronta a experimentar novas maneiras de difundir umha escrita mais internacional para o galego.


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