«O galego é a língua mae do português, portanto o útero de um idioma falado por milhons de pessoas em todo o mundo»

Destacam o cada vez maior relacionamento Galiza-Brasil: «é-che o que tem entender-se para lá do inglês ou do espanhol»

Segunda, 10 Outubro 2011 07:47

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Fred Martins e Ugia Pedreira estreárom este ano o primeiro disco comum, Acrobata, cujo lançamento foi em Compostela em começos do verao

PGL - A galega Ugia Pedreira e o brasileiro Fred Martins fôrom recentemente entrevistados pola ediçom espanhola da revista World Music. Na alargada conversa, os dous artistas falam de temas diversos, mas fundamentalmente da língua comum da Galiza e do Brasil e do projeto Acrobata.

Ugia conta que conheceu Fred em Niterói (Rio de Janeiro) mercê o também brasileiro Sérgio Tannus, e através de um outro amigo comum, Gustavo, tivo conhecimento do DVD Ao Vivo, de Martins, e «[...] encantou-me a sua música, a sua áurea cénica, e ao dia seguinte telefonei-o». A partir daí, «quando em aCentral Folque estávamos a elaborar o Ciclo de Músicas Portuárias, antes afincado em Ferrol, chamamo-lo para atuar. Fred Martins ficou a morar na Galiza e compartilhei com ele cenário e muita vida. Foi natural cantarmos juntos e propugem-lhe continuarmos fazendo-o por um tempo unindo as nossas cançons. Daí surgiu Acrobata».

O disco Acrobata foi estreado publicamente no Centro de Interpretaçom Ambiental de Compostela, no parque de Belvis. Martins salienta o «altíssimo nível de cumplicidade com o público», circunstáncia também salientada em crónica do PGL naquela altura.

Perguntados acerca da importáncia da língua comum no projeto, Ugia assinala que «ocupa um lugar normalizado», pois «o galego é a língua-mae do português, portanto é o útero de um idioma falado por milhons de pessoas em todo o mundo».

Quanto ao relacionamento com Portugal e o Brasil, Pedreira afirma a Galiza e Portugal estarem «lindamente coordenados», mas reconhece o cada vez maior relacionamento com o Brasil em todos os ámbitos. Em sua opiniom, «o transvasamento de inteletuais, artistas, políticos, empresários entre os países lusófonos cada vez é maior porque cai de caixom, é-che o que tem entender-se para lá do inglês ou do espanhol».

 

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