«Galiza é a ameaça maior para um Estado espanhol nacionalista e centralista virado na unificação cultural e linguística»

galizalivre.org publica entrevista ao investigador Ernesto Vázquez Souza

Terça, 23 Dezembro 2008 10:50

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Ernesto Vázquez Souza

PGL - O investigador e colaborador do PGL Ernesto Vázquez Souza acaba de ser entrevistado polo portal de informaçom livre galizalivre.org. Na mesma reflecte sobre diversos aspectos a história do nacionalismo galego e coloca a língua como peça-chave para entender alguns dos seus processos.

Durante a entrevista Vázquez Souza toca diversos pormenores de artigos publicados no PGL na série De Cânones e Canões. Destarte, assegura que foi no período de 1917-18 que o galego passou a «símbolo nacional», pois «mercê à afiliação ao nacionalismo galego de moços originários de classes médias baixas, vilegos mas galego-falantes, é que se muda o uso do galego como reivindicação folclórica ou direito individual e passa a ser parte, o elemento principal na reivindicação coletiva do conflito social, do submetimento da povoação galega a uma legislação e cultura alheia».

A respeito das Galescolas da Junta Ernesto Vázquez Souza afirma que elas tenhem menos a ver com As Escolas do Insiño galego das Irmandades do que o projecto, filosofia, praxe e intençom da iniciativa reintegracionista impulsionada pola VOGAL.

Vázquez Souza afirma também que nem sabemos qual poderá ter sido a verdadeira dimensom dos projectos tecidos polo nacionalismo galego do primeirço terço do século, interruptos em 1936, pois contavam com que «90% da povoaçom eram monolíngues, estava a Galiza melhor estruturada populacionalmente e tinha o dobro de habitantes de Madrid ou Barcelona».

«Agora estou certo que se há um projeto de Estado espanhol nacionalista e centralista virado na unificação cultural e linguística, a ameaça maior é a Galiza [...] E é ameaçante ainda sendo a gente (mesmo a que se declara espanholista e espanholeira) inconsciente... imaginem se o pessoal for consciente de que a língua que se fala noutro estado (e logo algo da sua literatura e história) é nossa», salienta no fim da entrevista Vázquez Souza.