«A RAG, junto das instituições universitárias, dá cobertura académica à política nacionalista do 'Reino de España'»

galizalivre.org entrevista professor António Gil Hernández

Quinta, 08 Janeiro 2009 00:00

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António Gil Hernández

PGL - Em Março de 2006 o PGL publicava umha reveladora entrevista ao professor António Gil Hernández. Naquela altura as suas palavras anunciavam já um projecto que tem vindo a marcar o último ano do activismo linguístico na Galiza: a AGLP. Agora, no portal galizalivre.org o professor Gil aprofunda mais nesse projecto e analisa a situaçom actual do galego.

A respeito da AGLP Gil Hernández afirma que ela «serve de ponte entre a Lusofonia galega e as outras Lusofonias», acrescentando que «nem supre nem anula o trabalho e atividades das associações normalizadoras ou, antes, [re-] naturalizadoras da Sociedade Galega por meio do idioma que até na legalidade do Reino é reconhecido como 'próprio'».

O académico da AGLP defende o Acordo Ortográfico e a necessidade da Galiza adoptar tal acordo pois «as falas galegas ainda (!!) realizam a língua conhecida mundialmente pelo nome de Português», embora o «objetivo político» e os «interesses económicos» criados por volta do isolacionismo galego sendo que sob a sua opiniom «a RAG, junto das instituições universitárias, dá cobertura académica à política nacionalista do 'Reino de España'».

No que toca à situaçom actual do galego mostra-se «esperançadamente pessimista» pois se bem «a situação é grave; nalgumas zonas, terminal», aponta que «se os galegos reagem (e podem: há bastantes a reagir), podem recobrar bem a sua condição ajudando-se dos outros âmbitos da Lusofonia, sobretudo do Portugal nortenho e do Brasil».

À hora de valorizar os grupos surgidos contra a normalizaçom do galego fala em que «na realidade aqueles grupos levam adiante, em coincidência pontual com o Reino, o projeto nacionalista español», um projecto, continua, que «no fundo e na forma, procura a supressão ou eliminação de ‘las demás lenguas españolas’, quer dizer, das Comunidades Linguísticas diferentes da castelhana».

Finalmente, ao ser inquirido sobre as acepçons pejorativas da palavra 'galego' no dicionário da ERA o professor Gil coincide com o manifestado numha entrevista anterior polo investigador Ernesto Vázquez Souza, ao afirmar que tudo isto nom é por acaso, mas porque «a Galiza e a sua língua são as realidades mais perigosas para o nacionalismo espanhol».

Leia a entrevista na íntegra no galizalivre.org ou confira em pdf aqui.