Galiza Rebelde, nova ferramenta de «comunicaçom popular»

O projecto está impulsionado por pessoas procedentes do activismo social e político

Segunda, 02 Fevereiro 2009 00:00

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Galiza Rebelde utiliza um sistema de controlo editorial nom hierárquico

PGL - No dia de ontem viu a luz formalmente Galiza Rebelde, um projecto informativo baseado num sistema de controlo editorial nom hierárquico, similar aos populares Chuza! ou Digg, mas baseado no sistema gratuito Slinkset.

Do Portal Galego da Língua contactamos a equipa promotora no dia antes da sua apresentaçom formal, no passado 31 de Janeiro. Prometem ser umha nova ferramenta do que chamam «comunicaçom popular» e salientam a profunda implicaçom com o país e as informaçons livres.

— A vossa nota de apresentaçom data de 27 de Janeiro, mas quanto tempo levais a trabalhar no projecto?

A ideia de criarmos um novo espaço galego de conteúdo transformador e alternativo surge meses atrás, e parte de conversas informais sobre a rede galega, das eivas e vantagens dos actuais sítios que se costumam classificar como 'contra-informativos', ainda que nós preferimos o conceito de 'comunicaçom popular'. A dia de hoje, a maior parte de colectivos, movimentos e organizaçons, assim como muitos activistas independentes, contam com páginas e blogues nos quais achegam os seus posicionamentos e reflexons. O problema actual nom é o disponibilizar um lugar para se expressarem, que já existe, mas um espaço de relacionamento e de diálogo.

O repto é, portanto, conformar umha plataforma comunitária que permita recompilar esta produçom seguindo um modelo nom hierárquico. Umha estrutura flexível, singela de usar, onde nom existam destaques. Um lugar onde conformar umha comunidade que tente deixar atrás certas dinámicas negativas e enfrentamentos virtuais, premiando o debate construtivo e penalizando a desqualificaçom gratuita e discussons estéreis.


— Aproximadamente, quantas pessoas conformais esta iniciativa?


A proposta inicial parte de um número reduzido de pessoas, se bem ao ir colhendo forma fomos incorporando mais gente para contrastar opinions sobre o funcionamento e testarmos as possibilidades da interface. O nosso objectivo é que umha comunidade estável se encarregue envio, valoraçom e comentário das novas, onde a estrutura vem determinada polas decisons anónimas dos próprios utentes e o papel do gerenciamento se vê reduzido a facilitar o funcionamento da plataforma-web. Aspiramos a mobilizar um maior número de pessoas para a iniciativa, e com certeza acreditamos que vai ter boa acolhida.

— Tendes experiência prévia (ou simultánea) noutros projectos de comunicaçom ou de dinamizaçom social?

Boa parte das inicialmente implicadas neste projecto procedemos do activismo social e político galego, e participamos em numerosas iniciativas de base, centros sociais, movimento vicinal, defesa do idioma, denúncia das agressons ao território ou compromisso no movimento operário. Temos também colaborado de jeito individual em diversos projectos contra-informativos, em blogues, páginas-web, ediçom de materiais, audiovisuais... Em todo caso, existe umha heterogeneidade que pretendemos conservar quando o Galiza Rebelde somar esforços colectivos. O fundamental é que as nossas aportaçons vam ter lugar em igualdade de condiçons ao resto de envios, como uns utentes mais.


— O comunicado inicial está na normativa oficialista e na norma reintegracionista...

Como comentávamos antes, o grupo de pessoas que inicialmente poms em andamentoo projecto do Galiza Rebelde é heterogéneo, tendo na defesa da língua um dos princípios irrenunciáveis. Cientes de existirem diferentes sensibilidades no linguístico, de Galiza Rebelde nom queremos limitar as aportaçons por questom de normativa. Nesse sentido, vai ser a própria comunidade a que vaia conformando com as suas escolhas a norma que adopta o galego em cada achega. No entanto, decidimos apresentar o texto da web em dupla normativa para sermos conseqüentes com a própria filosofia do projecto.


— Por outra parte, como vai ser o funcionamento de Galiza Rebelde?


Galiza Rebelde vai ter umha mecánica fundamentada no controlo editorial nom hierárquico, no micro-blogging e na simplicidade de uso. Constitui um sistema mui flexível e rápido, que permite diferentes possibilidades em base a umha estrutura visual extremamente singela.

Como já argumentamos, as novas som promocionadas polas próprias colaboradoras, que fazem os envios e valoram positiva ou negativamente cada umha, de tal forma que ao obterem um determinado número de votos passam à "capa" segundo um algoritmo . É um modelo bem conhecido, e que à maior parte da gente lhe pode recordar a Chuza!. Porém, temos de confessar que desde um primeiro momento nos víamos atraídos por sistemas do estilo de Reddit, minimalistas, exentos de categorias, de tags, de classificaçom de votos negativos e com várias vantagens, ao nosso modo de ver.

Os envios som mui doados de realizar: tam só em um passo podemos ter a nossa nova publicada, com tam só especificar um título e umha URL. Opcionalmente podemos redigir um breve resumo e associar umha imagem qualquer à nova, que vai aparecer de forma conjunta. O sistema permite mesmo o micro-blogging às utentes, nom tendo porque especificarem um endereço. Tabmém podem redigir novas de última hora, pequenos artigos ou reflexons, convocatórias e muito mais.

O sistema de comentários é em árvore (as respostas derivam da original), e nom segue critérios temporais nem ordenaçons lineares, mas de valoraçom da comunidade mediante o voto individual. Deste jeito, ficariam na parte inferior os comentários pior valorados. Nom tentamos favorecer a competitividade, mas facilitar o diálogo entre as utentes. Isso sim, no tocante a insultos e provocaçons vamos ser inflexíveis, eliminando-os em quanto os detectarmos.


— Que é o que vos leva a lançardes Galiza Rebelde? Quais som os vossos princípios reitores?

O Galiza Rebelde tem como alvo fundamental recompilar novas e contributos de umha perspectiva crítica e transformadora, centrando-nos na Galiza, mas também tendo em conta outras luitas que de outras coordenadas nos aportam um maior conhecimento e fundamentam a nossa análise da realidade mundial.

Galiza Rebelde parte de umhas coordenadas anti-capitalistas, nacionalistas e anti-imperialistas, e pretende oferecer um espaço para a compilaçom, análise e diálogo no qual tanto movimentos sociais e políticos  como activistas se podam relacionar com normalidade, debatendo o que for necessário mas evitando cair em discussons recorrentes e inúteis. Acreditamos que umha das finalidades fundamentais de qualquer projecto de comunicaçom popular devem ser as de facilitar o convívio e afortalar a capacidade de entendimento entre projectos que partilham muito mais do que os separa. Na rede galega, por desgraça, estamos a assistir com excessiva freqüência a discussons públicas de umha virulência extrema. Pretendemos evitar estas situaçons cortando-as de raiz sempre que for preciso.

O nosso desejo é criar umha ferramenta útil de entendimento e debate. Esse será o principal objectivo que nos marcamos. Nom pretendemos competir com ninguém, pois pensamos que na rede galega, nenhuma alternativa sobra e todos os esforços dinamizadores som poucos. Isso sim, acreditamos em que um modelo editorial  nom hierárquico em chave contra-informativa cobre um vazio  que complementa outras opçons que já existem a dia de hoje.

 

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