Manuel Manquiña: «A educaçom em galego é obrigatória»

O actor, que recentemente exibiu o seu apoio explícito às organizaçons galegófobas, acusa a Junta de apenas «querer legislar, e acabam por anormalizá-lo tudo»

Quarta, 11 Fevereiro 2009 15:42

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Cabeçalho da entrevista a Manquiña no 'De Luns a Venres'

PGL - O actor Manuel Juan Francisco del Cristo de la Victoria Prieto Comesaña, mais conhecido polo nome artístico "Manquiña" (Vigo, 1953), concedeu umha entrevista ao diário gratuíto De Luns a Venres para defender o seu apoio às organizaçons que defendem a primazia do castelhano na Galiza.

Sendo como é um dos actores galegos mais conhecido tanto em papéis diante da cámara como em dobragens, muita gente criticou a decisom de Manquiña de apoiar publicamente colectivos radicais como Galicia Bilingüe.

Porém, na entrevista, Manquiña assegura nom perceber o motivo das críticas, e mesmo assegura que na Galiza nom existe qualquer conflito lingüístico porque «aqui convivimos sempre com o bilingüismo, e nunca tivemos problema».

Porém, o actor rejeita a política lingüística da Junta e mercê à qual tem trabalho na televisom pública galega. «Está bem que o galego figure na Galiza como um idioma normal, mas o que nom podemos é impô-lo, como está a fazer agora a Administraçom galega, que o único que querem é legislar e acabam por anormalizá-lo tudo».

«Obrigatória»

Nas suas respostas, Manquiña nom se move da linha argumental dos colectivos galegófobos, chegando como eles a mentir sem reparo e assegurar, por exemplo, que um pai «nom pode escolher educar o seu filho em castelhano. Há umha imposiçom lingüística». E, porém, o actor assegura que é possível educar em galego porque, segundo ele, «a educaçom em galego é obrigatória».

Manuel Manquiña também fala de imposiçons na rotulaçom dos comércios por se negarem, supostamente, subvençons a quem nom o fizerem. Isso «enche-me os focinhos», sentencia.

Mas talvez umha das respostas mais surprendes (ao menos tendo em conta os dados oficiais) seja a que dá à seguinte pergunta: «Pensa que a língua dos julgados ou da sanidade é o galego?». «Totalmente! Todas as cartas oficiais que me chegam à casa estám só, e sempre, redigidas em galego, e parece-me injusto». «Também no seu uso oral». «Igual», responde o actor, quem se define como «um espanhol nado na Galiza».


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