Mocidade pola Língua em destaque no Galizalivre.org

O colectivo convocou umha greve para hoje no ensino médio

Quinta, 14 Maio 2009 00:00

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A Mocidade pola Língua convocou para hoje umha greve no ensino

PGL - O portal soberanista Galizalivre.org publicou recentemente umha entrevista com representantes do colectivo Mocidade pola Língua, quem relatárom as suas impressons perante a situaçom actual da língua, em especial sobre a greve que convocárom para hoje no ensino médio em protesto polo tramento do nosso idioma.

Polo seu interesse, reproduzimos o conteúdo da entrevista a seguir.

Quem componhedes a Mocidade pola Língua e como vos organizastes?

Somos um grupo de gente nova, que por diferentes razons confluímos em Compostela. Muitos de nós já nos conhecíamos dos ámbitos nacionalistas, e somos gente de todo tipo: militantes do nacionalismo e  independentismo, estudantes de universidade, de liceus, etc.

Todo nasceu a partir dumha convocatória do Foro da Mocidade Vigo, no ano passado, e este ano com o iminente ataque de Galicia Bilingüe decidimos que havia que organizar-se a nível nacional. Criamos este órgao, no que todo o mundo preocupado pola língua pudesse participar, e artelhárom-se distintas assembleias comarcais: Vigo, Compostela, Ponte Vedra, Ourense, a Estrada, o Condado, etc...

O porquê de “Mocidade”? Percebedes umha especial carência em esta franja etária da sociedade galega?


O galego está a perder falantes ano trás ano. As políticas de normalizaçom, e o espanhol segue a ser a língua das classes altas. Isso, somado a que todo o seu entorno é espanhol (música, cinema, televisom, videojogos,...) provoca que seja o “idioma de moda” entre a gente nova. Por isso cremos que é importante que a mocidade tome consciência do problema que está a sofrer e se organize, criando um espaço próprio, para brigar em conjunto.

Quais som as principais actividades que tendes preparadas para este curso?


Agora mesmo estamos a centrar todos os nossos esforços em que a greve e manifestaçom do 14 de Maio no ensino meio seja um êxito. Aproveitando a convocatória da greve estamos a trabalhar  com as equipas de normalizaçom e professorado de língua galega dos liceus que se prestam a colaborar. Esta colaboraçom mútua baseia-se na projecçom do documentário “Línguas cruzadas” nos liceus e de diferentes dinámicas arredor do galego com o alunado. Estamos também a pôr pontos de informaçom

Contade-nos mais acerca da greve do dia 14 de Maio...


Esta convocatória nasceu a raiz da greve que fijo o Foro da Mocidade de Vigo no ano passado. Decidimos que seria umha boa ideia mante-la ano trás ano e amplia-la a nível nacional. O objectivo da convocatória é que o estudantado de ensino meio saia à rua a vindicar os seus direitos lingüísticos, que se vem vulnerados a diário nas aulas que recebem. Aliás, este sector está a dia de hoje pouco mobilizado, embora o destino da língua esteja em boa medida nas suas maos.

Que acolhida estades a ter no ensino meio?


Bastante receptiva. Aqui em Compostela, no Gelmires I, existe umha assembleia dumhas vinte pessoas que já estám a trabalhar de jeito autónomo. Em todos os liceus de Compostela a acolhida foi boa, os rapazes e raparigas com os que tomamos contacto estám ilusionadas com o projecto de luita.

Integrantes da Mocidade pola Língua saírom de Compostela, por toda a comarca e arredores, Padrom, Sigueiro, Cúntis, Vila Garcia, Vila Joám, Ordes, etc. Estamos bastante satisfeitos e satisfeitas se nos comparamos com as organizaçons estudantis e juvenis do nacionalismo institucional, já que eles tenhem recursos para chegar a todo o país se quigerem, nós, pola contra, com os escassos recursos dos que dispomos, estamos intentando realizar um bom trabalho.

Como valorizades, no que atinge à língua, o novo contexto político que está a viver o país trás o 1º de Março?


A situaçom é totalmente hostil. Mas o certo é que o 1 de Março foi a conseqüência directa da longa campanha que desenvolveu a ultra-direita espanholista nos últimos tempos. Agrupaçons como Galicia Bilingüe fingírom um conflito com o galego que realmente só existe ao invés. Doutra banda, durante o bipartito a labor exercida de normalizaçom lingüística baseou-se em pagar gaiteiros que vaiam polos colégios tocando na Semana das Letras, mas, à hora da verdade, isso nom serve para que a mocidade tome consciência da sua língua e luite por ela.

Aliás, aprecia-se umha evoluçom no PP da Galiza: há anos, a direita era mais “galega” do que a equipa que apresenta Feijóo. Por exemplo, actividades como o Correlíngua que tivo lugar no dia de hoje, foram promovidas polo próprio PP de Fraga, mas estes dias o círculo de Feijóo arremeteu contra ela em diversos meios informativos. A ofensa espanholista é hoje maior do que nunca.

Qual é a causa de que rejeitarades a proposta de mobilizaçom d´A Mesa para participar da criaçom da plataforma Galego Sempre Mais?

Alguns de nós assistimos àquela primeira convocatória d´A Mesa e vimos que a dinámica que se propunha estava centrada em réditos eleitoralistas; a reuniom em questom fora justo após as eleiçons autonómicas do mês de Março. Para o único que se nos convocou a essa reuniom era para aplaudir ao guiom pré-estabelecido das organizaçons próximas ao BNG.

Do descontento que existia polo desprezo e dirigismo do autonomismo, os centros sociais criárom a plataforma Galego Sempre Mais, à que nos somamos desde princípio, e com cujo manifesto coincidimos em grande parte, com algumha excepçom.

 

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