Carlos Quiroga, único escritor galego no Festival Literário da Madeira

Sexta, 05 Abril 2013 08:29

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PGL - O escritor Carlos Quiroga é o único representante do nosso país no Festival Literário da Madeira, que decorre esta semana em Funchal, capital deste arquipélago português. Além do único galego forma parte também do seleto grupo de participantes chegados de outros países.

Nos sete dias que dura o Festival, o autor galego participará em quatro mesas redondas, a derradeira das quais terá lugar amanhã, dia 6 de abril, subordinada à seguinte temática: «Economia. A religião do dinheiro e a lei da necessidade. O dinheiro existe? Quanto vale e o que pode comprar? Estamos a viver uma guerra económica? Haverá alternativa ao capitalismo? Pode o capitalismo procurar o bem comum sem mudar o seu ADN?».

A seguir reproduzimos a ficha com que o festival apresenta Carlos Quiroga:

 

Escritor (Galiza)
Galego, Carlos Quiroga é um dos grandes responsáveis pela preservação e valorização do património cultural que Portugal partilha com a Galiza. Cultor da lusofonia e reputado especialista em Fernando Pessoa, Quiroga leciona Literaturas Lusófonas na Universidade de Santiago de Compostela. Nascido em Escairom, Terra de Lemos, nos alvores da década de 60, Carlos Quiroga é uma das vozes mais obstinadas na luta pela defesa da Língua Galega. Com um vasto trabalho académico que reforça o diálogo entre a lusofonia e o galego, o início da carreira literária de Quiroga remonta a 1999, com a publicação de G.O.N.G – mais de 20 poemas globais e um prefácio esperançado. No mesmo ano, Periferias, obra em prosa que comprova a versatilidade do escritor, mereceu a atribuição do Prémio Carvalho Calero, galardão que consagra narrativas e que o autor voltaria a conquistar em 2006, através de Inxala – Espero por ti na Abissínia.
Em 2002, a trilogia Viagem ao Cabo Nom fez a sua primeira escala n’ A Espera Crepuscular de um poeta que elege Lisboa como santuário de criação, enredo pelo qual a influência heteronímica de Pessoa se passeia com a naturalidade de um residente. O ciclo da trilogia – que reúne poesia, fotografia e narrativa – fechou-se em 2005 com O regresso a arder. Publicado no Brasil, Itália e, naturalmente, Portugal, Carlos Quiroga sintetizou assim o seu amor de um galego à Língua Portuguesa, num artigo publicado pelo Jornal de Letras: “Por isso, Língua, como se fosses a gente que és, volta os olhos de letra e admira-te desta nossa intensidade de amor: tem o sorriso louco das mães do Helder, colado à boca que te roça em Camões