Velhos preconceitos mais vivos do que nunca

Apresentam novo estudo intitulado Situación do ensino da Lingua e da Literatura Galega na Educación Secundaria Obrigatoria

Sábado, 06 Setembro 2008 18:32

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PGL - Ontem foi apresentado em Compostela um novo relatório resultado de um convénio entre o Instituto das Ciências da Comunicaçom (ICE), da Universidade de Compostela, e o Conselho da Cultura Galega (CCG). O relatório foi elaborado entre 2005 e 2007, e revela os já bem conhecidos défices na instalaçom social e escolar do galego.

Conforme o CCG docentes e estudantes coincidem basicamente em apontar que o pessoal nom docente é o mais galeguizado, seguido dos pais/maes e do professorado (estes últimos numha zona mais indefinida), entretanto que o estudante é bastante favorável ao castelhano.

O relatório é mais umha amostra de que «os resultados obtidos a partir da introduçom do estudo da língua galega, e mesmo do galego como língua veicular, no currículo educativo som notavelmente inferiores aos esperados quando menos no que atinge ao incremento do uso do galego por parte dos estudantes», salientam do CCG.

Bieito Silva, membro do ICE e director do trabalho, asseverou que o estudo permite intuir que «as cousas nom se estám fazendo da  melhor maneira se considerarmos a necessidade de atingir, no final do ensino obrigatório, a concorrência do estudantado nas duas línguas oficiais».

Henrique Monteagudo, secretário do CCG, falou da necessidade de implementar medidas de apoio e de acompanhamento por parte das autoridades educativas e do que considerou «umha orientaçom excesivamente filológica e gramaticalizante no ensino».

Ramón Villares, presidente do CCG, aludiu à necessidade «repensar a fundo a segunda fronteira da política lingüística, saindo ao passo dos que tratam de criar um clima social que situa num nível de suspeita ou rejeiçom a utilizaçom mesma do galego».

Os dados e as conclusons do estudo

No jornal electrónico Vieiros publicam umha completa análise deste relatório, intitulado Situación do ensino da Lingua e da Literatura Galega na Educación Secundaria Obrigatoria, sendo de destaque os seguintes dados:

  • Na língua habitualmente empregada polos alunos há um claro predomínio do castelhano face ao galego, com percentagens bem mais marcadas no ensino privado que no público (nos inquéritos, 44% dos estudantes declaram-se bilingüe, 28,9% empregam o castelhano e 25,7% o galego).
  • A língua utilizada polo professorado [de língua e literatura galega] dentro das aulas é o galego quase na totalidade dos casos (os usos monolíngües neste idioma superam os 90%), mas esta percentagem é menos fora das aulas: o monolingüismo em galego nom superam neste caso os 73%.
  • Observa-se um descenso considerável do emprego do galego na relaçom com os pais e com os filhos, face ao uso com os avôs e no trato com os amigos de fora do centro face aos companheiro de trabalho.
  • Além dos estereótipos que identificariam o professor de galego com uma certa militância linguística, há umha parte do profesorado que distingue entre o ámbito académico, no qual emprega o galego, e o extra-académico, no qual a escolha da língua depende de outros factores.
  • Professorado e estudantado discrepam sobre os objectivos que procuram as matérias de língua e literatura galega. Enquanto os docentes consideram que se busca a concorrência comunicativa do estudante em galego, estes rejeitam uns conteúdos que percebem demasiado filológicos ou de conhecimento gramatical.
  • Tanto professores como alunos percebem que a situaçom sociolingüística peja de maneira muito importante a prática pedagógica: falta de compromisso das instituiçons e da sociedade em geral, a escassa valoraçom social da língua, por baixo do castelhano e do inglês, ou a permanência de velhos preconceitos contribuem a dificultar uns resultados académicos satisfatórios.

 

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