125 anos de Castelão

Devido à sua importância artística e política, diferentes setores sociais e políticos reclamárom o ano passado que 2011 fosse reconhecido Ano Castelão

Segunda, 31 Janeiro 2011 09:24

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Capa do Sempre em Galiza editado pola ATRAVÉS

PGL - A 30 de janeiro cumpriu-se o 125º aniversário do nascimento de Afonso Daniel Rodrigues Castelão, pai do nacionalismo galego moderno e autor de títulos tam emblemáticos como Sempre em Galiza, obra magna do ilustre rianjeiro, reeditada o ano passado pola ATRAVÉS|EDITORA.

Formado em medicina, nunca chegou a exercer, pois, como ele próprio sentenciou, «figem-me médico por amor ao meu pai; nom exerço a profissom por amor à humanidade». Voltado para a literatura, o desenho gráfico e a política, deixou um importantíssimo legado. Ilustrador reconhecido, autor de obras emblemáticas como Cousas da Vida (1925) ou Milicianos (1938), além do referido Sempre em Galiza (1944), entre outras; e um dos grandes promotores do primeiro estatuto de autonomia da Galiza, aprovado em 1936.

Devido à sua importância artística e política, diferentes setores sociais e políticos reclamárom o ano passado que 2011 fosse reconhecido Ano Castelão. A Junta negou-se, mesmo apesar de que fará homenagens a Valle-Inclán —autor em língua espanhola— ou Álvaro Cunqueiro —autor em galego e castelhano—. Umha das últimas omissões acerca da figura deste galego universal é a sua ausência do ciclo de escritores da Biblioteca da Galiza —sediada na Cidade da Cultura, no compostelano monte Gaiás— porque, em palavras do diretor-geral do Livro, «Castelão nom se concibiu como um escritor».

Reintegracionista

Embora a sua prática escrita nom o foi, o ideário lingüístico do rianjeiro liga plenamente com as teses reintegracionistas, e em numerosas ocasiões defendeu a unidade lingüística galego-portuguesa, como se pode ler no Sempre em Galiza, do qual colocamos a seguir só uns fragmentos:

«O galego é um idioma extenso e útil, porque —com pequenas variantes— fala-se no Brasil, em Portugal e nas colónias portuguesas.»

 

«...a nossa língua está viva e floresce em Portugal, falam-na e cultivam-na mais de sessenta milhões de seres que, hoje por hoje, ainda vivem fora do imperialismo espanhol.»

 

«Nenhum galego culto deve consentir que a fala do seu povo —umha fala de príncipes, que ainda é senhora em Portugal e Brasil— seja escrava no pátrio lar, sem direito a ir à escola nem a apresentar-se como igual do castelhano.»

 

«O mesmo Padre Feijó demonstrou que a língua galega nom é distinta da portuguesa, por serem pouquíssimas as vozes em que discrepam...»

 

 

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