Junta malinterpreta legislaçom espanhola para realizar publicidade em castelhano

Do BNG reclamarám critérios lingüísticos para os sites privados financiados com dinheiro público

Terça, 15 Fevereiro 2011 09:03

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PGL - Em maio do ano passado informávamos de umha campanha da Junta sobre a e-Administraçom que utilizava o castelhano, polo menos de maneira ocasional. Ante as críticas recebidas, que mesmo chegárom ao Parlamento, agora o Governo responde que o fizo para cumprir a legislaçom... espanhola.

Na resposta remetida ao grupo parlamentar do BNG, a Conselharia da Fazenda ampara-se na Lei espanhola 29/2005 para usar o castelhano. Porém, esta lei apenas afeta as campanhas promovidas ou contratadas polo Estado espanhol, portanto nom obrigaria em modo algum a Junta. Ainda, apesar de esta lei ter sido publicada também em galego, a resposta parlamentar da Conselharia transcreve um treito da norma em castelhano:

En las campañas institucionales se empleará el castellano y, además, atendiendo al ámbito territorial de difusión, las lenguas cooficiales de las comunidades autónomas, respetándose la legislación de la respectiva comunidad autónoma sobre el uso de las lenguas oficiales. Si fuera necesario, por razón de finalidad de dichas actividades o su ámbito de difusión, se podrán utilizar lenguas extranjeras.

Espanhol no Jacobeu

Também respondeu a Junta umha outra questom, neste caso relacionada com um site sobre o Jacobeu realizado na íntegra em espanhol (Xacobeoimporta.com), mesmo sem versom em galego apesar de isto ter sido formalmente solicitado.

Quando no passado mês de setembro noticiámos o facto, informámos de casos em que pessoas interessadas na galeguizaçom dos conteúdos, pedidos apresentados por escrito, recebêrom umha resposta «surrealista, e ao tempo, humilhante para a Galiza e o seu idioma próprio», recolhia o Bloco.  A referida resposta é que a página estava em espanhol e nom em galego «em funçom da gente de fora da Galiza que nom percebe o galego».

Porém, apesar do facto de o site estar subvencionado pola Junta, a Conselharia da Cultura aduz que se trata de umha iniciativa privada para nom reclamar a presença do nosso idioma. Por este motivo, fontes do BNG explicam que continuarám a trabalhar para que haja critérios lingüísticos também em iniciativas privadas quando financiadas com dinheiro público.

 

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