Novos casos de exclusom do galego no setor público

Junta da Galiza promove umha campanha de segurança viária com música em espanhol

Terça, 01 Março 2011 12:24

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PGL - O setor público continua a ser um dos ámbitos nos quais o galego é recorrentemente banido, mesmo apesar de ser dos campos com mais facilidades para a normalizaçom da nossa língua ao existirem mais disposiçons normativas que obrigam as administraçons.

Isto nom impede, porém, que a Autoridade Portuária Ferrol-Sam Cibrao deturpe a toponímia do País e exclua sistematicamente o galego. O último caso na ediçom de umhas tabelas de marés que inclui aberrantes castelhanizaçons como "La Muela", "La Cabana" ou "El Seijo", entre outras.

Embora esta autoridade portuária depende do Estado Espanhol (Ente Público Puertos del Estado), do grupo parlamentar do BNG, que denunciou o caso, assinalam que o Real Decreto 1465/1999 de 17 de setembro regula a produçom documental e o material impresso da administraçom geral do Estado, recolhendo especificamente no capítulo III a obrigatoriedade de as línguas co-oficiais —caso do galego— figurarem nos impressos e documentaçom, além de na sinalética e cartazes.

Aliás, o presidente da referida Autoridade Portuária e «boa parte dos membros do seu Conselho de Administraçom» fôrom diretamente nomeados pola Junta, lembram os nacionalistas, que instárom o Governo a tomar medidas de imediato.

Porém, fontes do BNG contatadas polo Portal duvidam da vontade da Junta por corrigir essa situaçom, pois o Executivo de Núñez Feijóo tem-se caraterizado por um «desleixo absoluto» no que di respeito das obrigas de defesa e promoçom do galego. Um dos mais recentes exemplos está numha campanha de segurança viária sob o lema «Livre» e que vai consistir essencialmente na distribuiçom de 10.000 CD e DVD com o tema musical «Flores en la Carretera», na íntegra em espanhol e com voz também nessa língua do ator Manuel Manquiña. Os nacionalistas denunciam que esta decisom «vulnera a legalidade» e «conculca» o Plano Geral de Normalizaçom da Língua Galega.

Etiquetado de produtos

Por outra parte, a Junta acaba de comunicar que nom dispom de dados sobre os produtos etiquetados em galego, mesmo apesar de umha das suas missons ser a de observar a evoluçom nos usos lingüísticos no ámbito comercial para fomentar a normalizaçom lingüística no setor.

Os cargos da Junta, «comprometidos» com o galego

Finalmente, temos de informar também de umhas surpreendentes informaçons do próprio Governo, perguntado semanas atrás polos usos lingüísticos dos altos cargos da Junta, muitos dos quais se exprimem publicamente em castelhano ou num péssimo galego.

Da Secretaria Geral de Política Lingüística anunciárom que se está a trabalhar numha «estratégia específica» que favoreza o uso do galego e que constatam umha «atitude e aptitude positiva generalizadas» por parte dos membros do Executivo autonómico, o qual «sem dúvida constitui um sinal claro do seu compromisso com a língua própria da Galiza», indicam do departamento que chefia Anxo Lorenzo.