Novos incumprimentos do PP, agora contra o português no ensino

Do PP argumentárom o voto contra qualificando a iniciativa de «corporativista», «tramposa» ou «complexo ideológico»

Sexta, 04 Março 2011 09:33

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Os sindicatos do ensino em 2010 reclamando vagas de português

PGL - Os incumprimentos do PP às suas próprias propostas continuam a ser o pam de cada dia. Neste caso é a vez do português no ensino, pois os populares rejeitárom a presença como segunda língua estrangeira ao considerar que se trata de umha proposta com «complexo ideológico».

Os votos contrários do PP impedírom que prosperara umha proposiçom nom de Lei do BNG, que pretendia instar a Junta a ofertar o português como segunda língua estrangeira nos institutos públicos da Galiza, e dotar estes centros do professorado necessário.

Do PP argumentárom o voto contra qualificando a iniciativa de «corporativista», «tramposa» ou «complexo ideológico». Esta reaçom contradiz os compromissos do mesmíssimo Alberto Núñez Feijóo, quem tinha prometido ao embaixador português na Espanha em meados de 2009.

Na altura, o presidente da Junta prometera estudar a questom, especialmente devido às observações do diplomático no senso de o português formar parte já do currículo educacional em regiões espanholas como a Estremadura. Literalmente, Feijóo anunciou que o pedido do embaixador luso merecia umha «resposta positiva».

Pola sua parte, a deputada do BNG Carme Adán, quem levou à Câmara nacional as reivindicações da Associação de Docentes de Português na Galiza, defendeu que a proposta «soma», pois a inclusom no currículo educacional «capacitaos galegos a se relacionarem com umha populaçom potencial de mais de 200 milhões de pessoas», especialmente quando «o Brasil se está a situar entre as primeiras potências económicas do mundo». Por isto, acusou a Junta de ter «pouca visom de futuro».

Demanda

O interesse polo ensino de português é palpável, especialmente devido à pouca oferta existente atualmente. Como exemplo, o curso online de português realizado entre a CIG e a AGAL ultrapassou as 300 pessoas matriculadas, cifra que mesmo surpreendeu a organizaçom por nom se tratar de umha atividade gratuita.

Quando à oferta, cumpre lembrar também que os sindicatos do ensino na Galiza apresentárom no passado mês de dezembro um escrito à Junta para a inclusom do português no currículo educacional e a convocaçom de vagas. Esta abrumadora unidade sindical é, com certeza, um facto também infreqüente no País e prova o interesse existente sobre esta matéria.

 

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