Do galego «cordial e constante» da Junta à deturpaçom no Eu-Návia

Do BNG pedem para a Junta intervir em defesa da toponímia eunaviega

Quarta, 20 Abril 2011 07:31

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

Javier Guerra, conselheiro da Economia e a Indústria

PGL - Diferentes conselharias da Junta da Galiza respondêrom recentemente questons formuladas no Parlamento nacional relativas a incumprimentos do atual quadro legal de proteçom e fomento da língua galega.

Por exemplo, a Conselharia da Economia e a Indústria, chefiada por Javier Guerra, respondeu as críticas realizadas ao conselheiro, quem se carateriza por um uso habitual do castelhano, como se pode comprovar mesmo nos noticiários da TVG e, até, por um péssimo uso do galego.

Porém, na resposta dirigida ao grupo parlamentar do BNG, asseguram que a Conselharia «respeita em todo momento e trada de dignificar e prestigiar a língua galega», e remete para o iindicado no artigo 15.2.7º da Lei 4/2006, de 30 de junho, de transparência e boas práticas na Administraçom pública galega. Aliás, afirmam que o conselheiro utiliza o galego de maneira «normal», recorrendo apenas ao castelhano de maneira «excecional» quando se encontra «em presença de pessoas nom galego-falantes».

No entanto, a resposta obvia que muitas vezes essas pessoas nom galego-falantes costumam ser igualmente galegas, o qual resulta contraditório com que a resposta assinala justo a seguir, qualificando de «firme» o «compromisso público» de Indústria com o nosso idioma, do qual «fazemos uso de jeito cordial e constante».

O departamento chefiado por Javier Guerra também respondeu sobre umha notícia publicada em seu dia polo PGL, relativa à presença no Boletín Oficial del Estado de 29 de dezembro de umha série de topónimos galegos deturpados. Estes figuram numha ordem da Conselharia da Indústria galega relativa à declaraçom de caducidade de direitos mineiros na província de Ourense, na qual figuram nomes de lugar espanholizados como Villamartín de Valdeorras ou San Cristóbal de Cea.

Como em tantas outras ocasions, da Junta parecem culpar mais umha vez os tradutores automáticos, neste caso mediante o circunlóquio de constarem a «existência de um erro material de transcriçom, que provém do traslado incorreto da informaçom a partir dos documentos originais». A seguir indicam que no futuro estarám especialmente atentos «para que nom se volvam produzir este tipo e equivocaçons».

A Conselharia de Cultura respondeu também a pergunta formulada polos nacionalistas sobre a eliminaçom do clube de leitura em galego na Biblioteca Pública de Ponte Vedra. Do departamento que chefia Roberto Varela limitárom-se a responder que a Junta tivo de reduzir o gasto público autonómico, o qual repercutiu também no menor orçamento das bibliotecas, e que fôrom estas as que decidírom como programar as suas atividades anuais. Na mesma resposta indicam que este clube de leitura já volta estar em andamento, mas omitem explicar a causa: a pressom social e forte contestaçom que espertou a medida.

Bilingüismo espanhol-inglês

Por sua parte, a Conselharia do Meio Ambiente respondeu umha pergunta sobre o uso do espanhol e do inglês —mas nom do galego— em documentos oficiais desse departamento. Da Conselharia respondêrom que isto aconteceu após a publicaçom no Diário Oficial da Galiza do anúncio de licitaçom do procedimento aberto harmonizado para a adjudicaçom do contrato da concessom  de obra pública para a construçom e exploraçom da autovia da Costa da Morte.

A cláusula 9ª das condiçons permitia aos licitadores formularem por escrito as questons que considerarem pertinentes. No total, segundo Meio Ambiente, chegárom 102, das quais 7 em inglês e «a maior parte das restantes, na língua espanhola por entidades com a sua sede social fora do território da Galiza», aclara. Assim, e «com o intuito de facilitar o conhecimento geral», a entidade Índia recebeu resposta em espanhol e inglês, enquanto as empresas nom galegas recebêrom apenas versom em espanhol.

Defesa do galego no Eu-Návia

Noutro tipo de assuntos, do BNG pedírom para a Junta intervir em defesa do galego na comarca do Eu-Návia, cumprindo destarte o assinalado no estatuto de autonomia da Galiza. O motivo da petiçom dos nacionalistas é o início dos trabalhos, por parte do Principado das Astúrias, para oficializar a toponímia eunaviega, a qual será feita «utilizando como critério umha normativa do [idioma] asturiano, que desvirtua e deturpa a originalidade galega, genuina e própria».