Profissionais da dobragem criticam Méndez Romeu por pedir filmes sem dobrar na TVG

Indicam que a TVG já emite na versom original através da TDT polo sistema dual

Sexta, 07 Outubro 2011 08:45

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PGL – A Associaçom de Profissionais da Rama Artística da Dobragem da Galiza (APRADOGA) emitiu um comunicado criticando umhas declaraçons do vice-porta-voz do PSOE no Parlamento, José Luís Méndez Romeu, pedindo filmes sem dobrar na TVG.

O pedido de Méndez Romeu justificaria-se em que a emissom de filmes em inglês na sua versom original melhoraria as competências da juventude nesta língua.

No entanto, APRADOGA lembra que umha das principais razons da existência da Companhia de Rádio/Televisom da Galiza (CRTVG) é a defesa e promoçom do galego, como assinala o artigo 1.1 da lei de criaçom do ente público.

Da APRADOGA som críticos com a crença de que a emissom em versom original favoreza a aprendizagem de línguas, e aludem a um estudo publicado em 2007 pola agência europeia de estatística, EUROSTAT. Segundo este, em Portugal, na Grécia, Bulgária, Roménia, Turquia, Hungria e Espanha é onde maior percentagem da populaçom adulta nom sabe línguas estrangeiras, e em todos eles –salvo os dous últimos- os filmes som legendados.

O comunicado da APRADOGA finaliza lamentando que ainda haja políticos neste país «que nom saibam que a TVG já emite na versom original, pois o sistema dual da TDT dá ao espetador a possibilidade de poder ver cinema e séries na língua mae e própria da Galiza [...] e na versom original».

Labor normalizador

Um dos aspetos em que sempre incidem os defensores da dobragem na Galiza é no seu suposto papel normalizador, algo que também APRADOGA inclui neste comunicado. Em entrevista realizada polo PGL o ano passado ao ator Luís Iglesia, com mais de 20 anos de experiência na dobragem, também ele fizo defesa desse labor.

Segundo nos contava naquela altura, a dobragem é «um dos bancos de provas mais importantes que há para o idioma», pois coloca-se «qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, a falar em galego». Desta maneira, fam-se possíveis situaçons como a de «um astronauta a falar galego no seu meio, que seria a NASA», provavelmente difícil de se dar na realidade, mas possível no mundo da dobragem. «Seguramente, agentes da CIA haverá algum que fale galego... ou do FBI», ironizava.