Apenas duas das 344 novas secções bilíngües lecionam-se em português

A evolução da matrícula de professores nas EOI para estudarem português faz antecipar um rápido crescimento

A pesar do notável aumento das secções bilíngües dos centros educativos galegos, até alcançar este curso 2011-2012 as 1863, só três se ministram na língua portuguesa

Segunda, 28 Novembro 2011 00:00

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PGL – As secções bilíngües nos centros educativos da Galiza, na sua esmagadora maioria em inglês, experimentaram um constante crescimento nos últimos anos: 720 (curso 2008-2009), 1.081 (2009-2010), 1.519 (2010-2011) e 1863 (2011-2012). Segundo o listado da "Autorização Definitiva de Novas Secções Bilíngües para o Curso 2011-2012" só duas das novas 344 secções bilíngües serão ministradas na língua portuguesa.

No curso passado, 2010-2011, o IES 12 de Outubro de Ourense era o único centro escolar da Galiza com uma secção bilíngüe em português, correspondente à matéria de Micro-Pigmentação, ciclo de Estética Decorativa.  Este ano há duas novas secções bilíngues, ambas em Ciclos formativos de grau médio: no IES São Clemente de Compostela (Sistemas operativos monousuário, disciplina de 1º de Sistemas microinformáticos e redes) e no IES Politécnico de Vigo (Empresa e iniciativa empreendedora, de 2º Mecanizado).

Segundo o DOG “uma secção bilíngüe é a organização do ensino duma área ou matéria não lingüística da educação primária, da educação secundária obrigatória ou bacharelato, ou dum módulo de formação profissional específica, que se cursa num nível por uma turma de alunos ou alunas dum jeito bilíngue, dentro do enfoque AICLE/CLIL (aprendizagem integrada de conteúdos e línguas): na língua co-oficial que corresponda, segundo a normativa vigente, e numa língua estrangeira falada na União Europeia, que é ministrada como área ou matéria à mencionada turma de alunos e alunas.”

Uma nova regulação do itinerário formativo endureceu os requerimentos aos professores de secções bilíngues, aos que antes se exigia nível B1 (quatro anos de EOI) e agora um B2 (os seis anos da EOI) como aos professores de centros bilíngues.

“1. O professorado especialista da área, matéria ou módulo não linguísticos que inicie o projeto deverá ter destino definitivo no centro e acreditar a sua competência na língua estrangeira no nível B2 do Marco comum europeu de referência para as línguas.”

A percepção da importância do português para a revitalização do galego faz que muitos professores se matriculem nas Escolas Oficiais de Idiomas para habilitar-se para lecionarem em português. Outra mostra dessa percepção é o sucesso dos cursos de português organizados pela CIG em parceria com a AGAL, ou dos OPS! para familiarizarem aos alunos de secundário ou ciclos com a língua portuguesa.

 

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