Possível caso de discriminaçom lingüística num hospital viguês chega ao Parlamento

Terça, 24 Janeiro 2012 00:00

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PGL - Um possível caso de discriminaçom lingüística que teria acontecido no hospital viguês 'Nuestra Señora de Fátima' chegou ao Parlamento da Galiza. O deputado Bieito Lobeira (BNG) solicitou resposta escrita da Junta a respeito dos factos denunciados.

Para o parlamentar nacionalista, trata-se de um «facto de extraordinária gravidade», umha «discriminaçom intolerável». Em opiniom de Lobeira, a suposta negativa do centro hospitalar de denegar ao doente o consentimento médico em galego, «ademais de racista, pode provocar complicaçons médicas [...] vinculadas à demora da operaçom».

Por todo o anterior, o parlamentar exigiu um pronunciamento da Secretaria Geral de Política Lingüística, departamento que desde há poucas semanas chefia Valentín García. Além disso, pediu informaçons acerca do tipo de convénio possui o hospital com o sistema sanitário público —se for o caso— e, por último, saber se a Junta prevê adoptar medidas —e nesse caso, em que consistiriam e em que prazo se fariam efetivas.

Versom do denunciante

Pola sua parte, a pessoa que denuncia este caso endereçou um escrito para o Portal Galego da Língua oferecendo a sua versom. Os factos teriam começado nom no Nuestra Señora de Fátima, em 16 de janeiro de 2012, mas em Vigo no Centro de Especialidades da Doblada em 19 de julho de 2011.

Foi daquela que este cidadám foi informado da necessidade de umha cirurgia, e de que devia assinar um consentimento informado para poder ser operado. Quando pediu o documento redigido em galego, «a doutora diz-me, com muita correção e amabilidade, que desconhecia a existência do equivalente em galego e que somente o tinha em espanhol». Começou aí um périplo para lograr o documento em galego, incluindo queixas dirigidas à Secretaria Geral de Política Linguística, à Chefia Territorial da Conselharia de Sanidade, à Conselharia da Presidência, Administrações Públicas e Justiza, ao Valedor do Povo e ao Defensor del Pueblo.

«Tive que ouvir escusas tão absurdas como que a crise económica impedia que eu tivesse esse documento em galego», o qual existia desde 5 de janeiro de 2011». Contodo, «a única opção que me davam no CHUVI, e que me transmitiu também o Valedor do Povo, era que tinha que escolher entre os meus direitos civis ou ser operado. Sim, a administração galega não cumpre as leis que se aprovam no Parlamento galego».

Foi só depois disto que o doente foi derivado para o Nuestra Señora de Fátima, com data aproximada para a cirurgia em 13 de fevereiro de 2012. A 16 de janeiro de 2012 tivo umha consulta em cirurgia. Porém, antes de poder entrar no consultório foi-lhe entregado um consentimento em espanhol para o tratamento de dados pessoais. Novamente solicitou também esse documento em galego, mas começárom outra vez os pretextos. Finalmente, recebeu informaçons do diretor médico do hospital de que consultaria a questom com o SERGAS «e que se poriam em contacto comigo».

Perante o atraso em ter resposta, este cidadám decidiu fazer público o caso. Afinal recebeu já resposta, sendo informado de que solucionaram o problema com o formulário e de que tinha consulta com o cirurgiám para 25 de janeiro. «Muito obrigado a todo o mundo que enviou uma queixa a este hospital e a todos os que defendeis o direito que temos os galego-falantes a utilizarmos a nossa língua em igualdade de condições com os espanhol-falantes. Podemos vencer se nos mantivermos firmes».