Nom exigir saber galego prejudica a luita contra os incêndios florestais

Da «imposiçom» do galego às práticas de exclusom · CIG apresentou denúncia na Fiscalia

Quinta, 16 Agosto 2012 19:09

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Membros do sindicato CIG após apresentarem a denúncia

PGL - Brigadistas que trabalhárom os dias passados nas tarefas de extinçom do incêndio registado no Barco de Valdeorras denunciárom que as contratações «a dedo» que se realizárom, nas quais nom se exigia dominar a língua galega, dificultárom a luita contra o lume.

Umha das organizações que agrupa os profissionais do operativo assinala esta circunstância como um dos entraves com que se econtrárom nas tarefas para sufocar o incêndio que calcinou centos de hectares no Barco. Segundo recolhêrom diferentes meios de comunicaçom, constatárom-se «deficências nas comunicações» com os meios aéreos da empresa INAER, beneficiada pola Junta com um contrato «a dedo e sem publicidade».

Segundo os brigadistas, este contrato com a Administraçom galega deliberadamente exclui a obriga de o pessoal afetado dominar o galego, cláusula «feita à medida» de INAER para esta poder trazer trabalhadores da sua filial EURAL, sediada na cidade espanhola de Valhadolid.

Os brigadistas assinalam que as comunicações se realizam fundamentalmente em galego, razom pola qual lamentárom que trabalhem na extinçom dos lumes no nosso país técnicos e outras categorias profissionais que desconheçam a língua em que se dam as diretrizes de atuaçom.

Ligado com estes factos, o sindicato CIG denunciou na Fiscalia a adjudicaçom deste contrato por entender que pode existir um delito de prevaricaçom.

Da «imposiçom» do galego à exclusom

A situaçom este 2012 é completamente diferente à de há seis anos. Naquela altura, em que governava a Galiza a coalizom BNG-PSOE, os meios de comunicaçom mais reacionários denunciárom umha suposta «imposiçom» do galego que teria consistido em exigir que o pessoal vinculado à luita contra os incêndios dominasse a língua do País, e mesmo chegavam a culpar disso o setor nacionalista do governo, ignorando que esse requisito tinha perto de vinte anos. Agora, com o PP a ostentar de novo o poder na Galiza, a língua galega está a experimentar um constante retrocesso quanto ao quadro legal de proteçom, como é o caso já referido da luita contra os lumes.