Ferrín deixa a Presidência da RAG entre críticas ao ILG e o CCG por «colonizar» a instituiçom

Terça, 26 Fevereiro 2013 09:35

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Xosé Luís Méndez Ferrín, ex-presidente da RAG

PGL - O escritor Xosé Luís Méndez Ferrín comunicou ontem que abandonará a Presidência da Real Academia Galega (RAG), à qual tinha chegado há pouco mais de dous anos, em janeiro de 2010. A demissom produziu-se num clima atípico, entre acusações de nepotismo contra o presidente e críticas do secretário contra o Instituto da Lingua Galega (ILG) e o Consello da Cultura Galega (CCG) por «colonizar» a instituiçom.

Cumpre lembrar que a Real Academia vive umha situaçom económica muito complicada, com descida nas ajudas públicas, e mesmo se insinuava em finais de 2012 um possível expediente de regulaçom de emprego (ERE) entre os trabalhadores da RAG, o que poderia implicar despedimentos. Neste contexto, a continuidade de Ferrín na RAG levava tempo a ser colocada em causa por mor das referidas acusações de nepotismo: a filha e o genro de Ferrín trabalham na Real Academia. Há só umha semana, Ferrín recusou-se a explicar para a Rádio Galega a situaçom laboral dos seus familiares e resolveu esse ponto da conversa com um «sem comentários».

No mesmo dia em que Ferrín anunciava a demissom, o secretário da RAG, Xosé Luís Axeitos —que temporalmente assumirá a Presidência— acusava numha entrevista o ILG e o CCG de «colonizar» a instituiçom. Cumpre lembrar que vários dos académicos pertencem no ILG, boa parte dos quais quais entraram na instituiçom na última década. Mais ainda, Axeitos denunciava pressões por parte do ILG e da CCG para a RAG retirar o recurso que tem interposto contra o decretaço antigalego da Junta —o Decreto do plurilingüismo—, ao qual a Real Academia se teria negado.


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