Ferrín formaliza a sua demissom à frente da RAG e renunciará como académico

Nom continuará sequer como académico

Quinta, 14 Março 2013 08:42

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Xosé Luís Méndez Ferrín, ex-presidente da RAG

PGL - No que diferentes informaçons qualificárom de «tenso pleno», o presidente da RAG, Xosé Luís Méndez Ferrín, formalizou ontem a sua demissom à frente da instituiçom. O escritor também anunciou que nom irá continuar sequer como académico, consideraçom que logrou há treze anos.

Nas declaraçons que realizou após formalizar a renúncia, Ferrín criticou as «forças internas e externas» que, na sua opiniom, «atentam» contra a Real Academia. Precisamente, quando anunciou as suas intençons há só duas semanas, o já ex-presidente aludira a umha espécie de confabulaçom interna, e o secretário da RAG, Xosé Luís Axeitos —que temporalmente assumirá a Presidência— acusava numha entrevista o ILG e o CCG de «colonizar» a instituiçom. Cumpre lembrar que vários dos académicos pertencem no ILG, boa parte dos quais quais entraram na instituiçom na última década. Mais ainda, Axeitos denunciava pressões por parte do ILG e da CCG para a RAG retirar o recurso que tem interposto contra o decretaço antigalego da Junta —o Decreto do plurilingüismo—, ao qual a Real Academia se teria negado.

Como indicado, Axeitos chefiará temporalmente a instituiçom, no mínimo até a convocaçom de novas eleiçons na RAG. A apresentaçom de candidaturas à Presidência da instituiçom realizará-se antes de três meses.

Momentos delicados

Além da divisom interna, a situaçom económica da Real Academia é também muito complicada, com descida nas ajudas públicas. Mesmo se insinuava em finais de 2012 um possível expediente de regulaçom de emprego (ERE) entre os trabalhadores da RAG, o que poderia implicar despedimentos. Neste contexto, a continuidade de Ferrín na RAG levava tempo a ser colocada em causa por mor das referidas acusações de nepotismo: a filha e o genro de Ferrín trabalham na Real Academia. Há só umha semana, Ferrín recusou-se a explicar para a Rádio Galega a situaçom laboral dos seus familiares e resolveu esse ponto da conversa com um «sem comentários».

 

 

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