Lídia Jorge, escritora galega universal

Em maio será relatora na palestra «Quem guardará os livros»

Sexta, 05 Abril 2013 08:06

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PGL - A Asociación de Escritores en Lingua Galega (AELG) divulgou há poucos dias que outorgará à escritora portuguesa Lídia Jorge o reconhecimento de «escritora galega universal». A autora estará a 3 de maio na Corunha, num ciclo organizado pola AELGA, para ministrar a palestra «Quem guardará os livros», em que desenvolverá um artigo escrito para um jornal de Jerusalém.

Lídia Jorge nasceu na regiom do Algarve. Licenciou-se em Filologia Românica pola Universidade de Lisboa, tendo sido professora do Ensino Secundário. Foi nessa condição que passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, durante o último período da Guerra Colonial.

A publicaçom do seu primeiro romance, O Dia dos Prodígios (1980) constituiu um acontecimento num período em que se inaugurava uma nova fase da Literatura Portuguesa. Seguírom-se os romances O Cais das Merendas (1982) e Notícia da Cidade Silvestre (1984), ambos distinguidos com o Prémio Literário Município de Lisboa. Mas foi com A Costa dos Murmúrios (1988, adaptado ao cinema em 2004), livro que reflete a experiência colonial passada em África, que a autora confirmou o seu destacado lugar no panorama das Letras portuguesas.

Depois dos romances A Última Dona (1992) e O Jardim sem Limites (1995), seguiu-se O Vale da Paixão (1998) galardoado com o Prémio Dom Dinis da Fundação da Casa de Mateus, o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa, o Prémio Máxima de Literatura, o Prémio de Ficção do P.E.N. Clube, e em 2000, o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia, Escritor Europeu do Ano. Passados quatro anos, Lídia Jorge publicou O Vento Assobiando nas Gruas (2002), romance que mereceu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Correntes d’Escritas. Lídia Jorge publicou ainda Combateremos a Sombra (2007) e A Noite das Mulheres Cantoras (2011).

No género do conto, é autora de duas antologias, Marido e Outros Contos (1997) e O Belo Adormecido (2003), para além das publicações separadas de A Instrumentalina (1992) e O Conto do Nadador (1992). A sua peça de teatro A maçom foi levada à cena no Teatro Nacional Dona Maria II, em 1997.