Lançamento em Compostela de 'Os cavaleiros que fizeram as cantigas. Aproximação às origens socioculturais da lírica galego-portuguesa'

Da autoria de José António Souto Cabo, foi publicado pola Editora da Universidade Federal Fluminense

Terça, 23 Abril 2013 00:00

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PGL - Quarta-feira, dia 24 de abril, às 18h30, terá lugar em Santiago de Compostela o ato de lançamento na Galiza do livro Os cavaleiros que fizeram as cantigas. Aproximação às origens socioculturais da lírica galego-portuguesa, de José António Souto Cabo. Será na sala de graus da Faculdade de Filologia.

No ato intervirám Mercedes Brea, Ermelindo Portela e Henrique Monteagudo. Este trabalho de Souto Cabo, disponível na loja on-line Imperdível, está publicado pola Editora da Universidade Fluminense. De facto, o livro já foi apresentado publicamente no Brasil há poucos meses.

A seguir, reproduzimos a resenha do livro que aparece no sítio web da editora:

Há mais de um século, os estudiosos da lírica galego-portuguesa tentam descobrir por qual via (os vias) teria chegado ao Nordeste da Península Ibérica o lirismo trovadoresco originário da Provença. Segundo José Antônio Souto Cabo, especialista no estudo e edição de textos medievais, o mistério chegou ao fim: a conexão se encontra em uma intrincada teia de relações sociofamiliares que unia os primeiros trovadores, membros de importantes linhagens galegas, às famílias mais influentes dos reinos centro-ocidentais da península e às respectivas casas reais. Tal descoberta está em Os cavaleiros que fizeram as cantigas (Editora da UFF), que será lançado, no dia 4 de dezembro, às 17h, na Livraria Icaraí, localizada na Rua Miguel de Frias, 9, em Niterói.

No livro, integrante da coleão Estante Medieval, Souto Cabo apresenta ao leitor uma extraordinária quantidade de dados, alguns inéditos, para provar que a lírica galego-portuguesa foi, nos seus primórdios, um produto essencialmente galego. Para isso, comprova o papel determinante, na vida política e cultural, de algumas linhagens da Galícia, como a dos Travas, dos Vélaz e Celanovas, estreitamente ligadas entre si e a outras famílias catalano-provençais, como os Cabreitas, Minervas e Urgéis, e a sua influência nas cortes reais, por meio de enlaces matrimoniais, relações de concubinato ou de tutela. Identifica, ainda, alguns trovadores até agora conhecidos apenas de nome – e, mesmo assim, por vezes em forma equivocada –, além de apontar o protagonismo das mulheres, em especial da estirpe dos Travas, nos inícios do trovadorismo.

Sobre o autor: Professor-titular na área de Filologias Galega e Portuguesa da Universidade de Santiago de Compostela, José Antônio Souto Cabo tem, ainda, entre suas publicações recentes: Pedro Garcia de Ambroa e Pedro de Ambroa, A emergência da lírica galego-portuguesa e os primeiros trovadores, Documentos galego-portugueses dos séculos XII e XIII e Rui Vasques: Crónica de Maria Íria.