Instam o presidente da RAG a nom dar as costas à Lusofonia

Miguel R. Penas: «Há académicos na nova executiva que tenhem manifestado de algum modo o seu interesse polas iniciativas da AGAL e do reintegracionismo»

Terça, 23 Abril 2013 07:49

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PGL - Xesús Alonso Montero faz hoje três dias como presidente da RAG. No pouco tempo, já fôrom várias as vozes que, além de o parabenizarem, o instárom a aproximar a Real Academia da cidadania e a nom dar as costas à Lusofonia.

Às poucas horas de conhecer a nomeaçom de Alonso Montero, o presidente da AGAL, Miguel R. Penas, pediu num comunicado o apoio da RAG à ILP Paz-Andrade e ofereceu vias de entendimento com a instituiçom. Porém, nas primeiras entrevistas concedidas à Rádio Galega e à TVG, deixou claro que o entendimento nom vai ser possível, ao menos no aspeto ortográfico.

Em declaraçons à rádio pública, Alonso Montero mesmo reconheceu que estava mais à vontade coa normativa anterior a 2003: «Nom fum muito parditário das modificaçons que aparecêrom na última normativa, e gostaria da volta à normativa anterior [...]. Mas também sei o negativo que é para os utentes novos, para os rapazes dos institutos, etc. [...] Os meus entusiasmos nos primeiros momentos desta legislatura de quatro anos nom irám por esse lado, nom é nem muito menos prioritário tocar-lhe um pêlo da roupa à atual normativa». Ainda, na entrevista concedida à TVG um dia depois, o presidente da RAG insistiu: «Nom vamos estar cada quatro anos, cada cinco, cada seis, mudando a normativa. Nom está na minha mente, eu hei de terminar a legislatura, salvo que o plenário um dia me pedir que quer mudar... polo tanto continuaremos com a normativa [vigente]».

Estas primeiras declaraçons de Alonso Montero nom gostárom as presidentes das principais associaçons de defensa do idioma. Carlos Callón, da Mesa, explica para Praza Pública que «além de debates normativos, a RAG deveria ter um papel muito ativo no relacionamento com os territórios do sistema lusófono; nom fai muito sentido virar-lhe as costas». Também em Praza Pública, o presidente da AGAL, Miguel R. Penas, insiste em pedir o apoio da RAG à ILP Paz-Andrade, que procura reforçar e aproveitar os vínculos da Galiza com o resto da Lusofonia. Nesta linha, Penas anuncia que «há académicos na nova executiva que tenhem manifestado de algum modo o seu interesse polas iniciativas da AGAL e do reintegracionismo».

 

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