Galego, castelhano e TVG: dependências lingüísticas

Uso do castelhano em entrevistas ou toponímia galega deturpada som alguns dos casos que se denunciam

Terça, 10 Setembro 2013 00:00

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O presidente do Celta foi entrevistado em castelhano

PGL (*) - Que o castelhano é a língua habitual da maior parte de trabalhadores e trabalhadoras da CRTVG nom é segredo nenhum, como tampouco o é que a qualidade do galego empregue costuma ser também muito baixa, especialmente em secções como os desportos. Ligado com isto, é também notória a dependência do galego-TVG a respeito do castelhano, como provam alguns exemplos que coletámos nos últimos meses.

1) O presidente do Celta, entrevistado em castelhano

Umha das dependências mais graves que detetámos nos últimos meses deu-se a 7 de junho, quando umha repórter da televisom pública galega, a qual tem a obriga de fomentar o uso da nossa língua, entrevistou em castelhano o presidente do Real Clube Celta de Vigo, Carlos Mouriño (Vigo, 1943).

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2) Web de Renfe, em castelhano

A 18 de junho noticiou-se o assinamento de um convénio entre Comboios de Portugal e a empresa espanhola Renfe. Nas imagens com que a acompanham, observa-se como se usa a versom em castelhano do website de Renfe apesar de existir umha em galego e de Comboios de Portugal oferecer umha informaçom mais completa.

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3) Willie Nile: do inglês para o castelhano

Um outro exemplo de gravidade similar ao primeiro. A 9 de maio, o espaço A Revista da TVG entrevistou o músico Willi Nile. As suas declarações —exceto saudações e algumha frase feita— fôrom em inglês. Porém, a traduçom, que devera ser em galego, foi realizada ao vivo em castelhano.

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4) Deturpaçom de toponímia galega

Na faixa oriental do Principado das Astúrias, na comarca situada entre os rios Eu e Návia, fala-se a língua galega. De facto, boa parte da sinalética local conta com versões em galego —ali denominado 'galego-asturiano' polas autoridades— e castelhano. Contudo, a TVG utiliza decote a toponímia deturpada em informações relacionadas com essa comarca, o qual contrasta com a galeguizaçom sistemática de toponímia castelhana, como já se denunciou no Portal há três anos. A 17 de julho deste ano, numha informaçom sobre o setor naval, uma equipa da TVG deslocou-se até a localidade eu-naviega Figueiras —ao pé de Riba d'Eu, na Marinha—, mas na locuçom e textos fala-se de «Figueras», utilizando assim o topónimo deturpado em castelhano.

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5) Um rei belga com nome em castelhano

Em finais de julho a TVG informou da coroaçom do novo rei da Bélgica, Philippe (em francês)  / Filips (em neerlandês), isto é, Filipe. Porém, tanto na locuçom como nos textos aparece «Felipe», adaptaçom para o castelhano do nome do monarca belga. Trata-se de umha dependência comum também a informações que atingem membros de outras famílias reais europeias.

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(*) Informaçom realizada com a colaboraçom de Xián Neto