A questão galega na imprensa portuguesa da mão de Renato Epifânio

Presidente do MIL publica artigo focado no painel sobre a língua na Galiza que teve lugar na II Conferência sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial

Sexta, 08 Novembro 2013 00:00

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

Renato Epifânio, presidente do MIL

PGL Portugal - O presidente do Movimento Internacional Lusófono (MIL), Renato Epifânio, é autor de um impactante artigo no qual, subordinado ao título "A questão galega", pede para as autoridades portuguesas agirem "com todos os cuidados político-diplomáticos" perante a "singularidade linguístico-cultural na Galiza que, por direito próprio, integra essa realidade plural e polifónica que é a Lusofonia".

Na peça jornalística, publicada em meios como o jornal Público ou o O Diabo, Renato Epifânio exprime as suas impressões sobre o painel dedicado à "questão galega" no contexto da II Conferência sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que decorreu na semana passada na Universidade de Lisboa, e salienta que "todos os oradores dessa mesa eram galegos, falaram em galego para a assistência maioritariamente portuguesa e ninguém se queixou de não ter percebido o que quer que fosse".

O presidente do MIL compara a situação da Galiza, em que há defensores do galego como “língua independente da língua portuguesa”, com a do Brasil, em que também há quem defenda a existência de “talvez mesmo uma outra 'língua românica autónoma'” e conclui que a Lusofonia representa uma “realidade plural e polifónica” na qual deve estar a variedade singular da língua falada na Galiza.

Destarte defende que para evitar a completa extinção a curto-médio prazo da “singularidade linguístico-cultural galega” a resolução passa pela via de uma “crescente convergência com o espaço lusófono”, mas as autoridades portuguesas não devem passar a lado e por isso pede-lhes para agirem a respeito pois a "Pátria Lusófona assim o exige".