Falar um segundo idioma atrasa o início da demência

Sexta, 22 Novembro 2013 09:53

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PGL - Um estudo realizado pela Universidade de Edimburgo e o Instituto de Nizam de Ciências Médicas de Hyderabad (Índia) conclui que as pessoas que falam mais dum idioma desenvolvem a enfermidade de Alzheirmer quase cinco anos mais tarde que os monolingues. O bilinguismo também beneficia a pacientes com demência frontotemporal e vascular.

 

Suvarda Alladi e sete coautores publicaram este estudo, o maior até o momento, na revista Neurology. Para realizá-lo foram avaliados 648 pacientes, dos que 391 eram bilingues, da clínica de memória dum hospital universitário índio. Em contraste com outros estudos anteriores, nesta ocasião o grupo bilingue não estava formado por imigrantes.

Entre as conclusões mais relevantes, os investigadores destacam que as pessoas bilingues analfabetas obtêm igual benefício que as que sabem ler e escrever e a vantagem mostra-se independentemente da educação, sexo, ocupação e residência rural o urbana. Suvarna Alladi e os outros coautores interpretam os resultados no contexto da influência positiva do bilinguismo no “processo executivo” das pessoas, que inclui a capacidade de prestar atenção, planificar e organizar os pensamentos.

O efeito protetor do bilinguismo era já conhecido por estudos anteriores, como o que publicou em Child Development Ellen Bialystok, psicologista da Universidade de York em Toronto (Canadá), que concluía que as crianças bilingues são melhores nas categorias de comutação – em essência, a multitarefa. O trabalho agora publicado soma-se à evidência crescente de que o bilinguismo na infância terá consequências positivas no futuro.