O galego, útil na Europa

Relatório da experiência pessoal de um galego-falante na Europa

Sexta, 29 Janeiro 2010 00:00

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Vista parcial do EIB, Luxemburgo

PGL – No blogue Menos mal que nos queda Portugal, desmonta, no mais recente artigo, os os tópicos assentes no Estado espanhol sobre a suposta inutilidade do galego para além das fronteiras autonómicas.

O texto do blogue dá conta do processo para participar na última rolda de um processo de selecçom de pessoal do European Investment Bank, EIB, instituiçom financeira da Uniom Europeia criada em 1958 com o intuito de apoiar os objectivos prioritários da UE de integraçom europeia e desenvolvimento das regions mais desfavorecidas da uniom.

Na hora de fazer o currículo, o candidato incluiu entre as línguas faladas seu galego natal, chamando-o de português:

- Como no EIB nom vam fazer ideia do que é o galego -pensei- pois nom vou tirar umha língua do currículo: ponho que o português é a minha língua materna, e arreando. Total, o trabalho que ofertam é de gestor de fundos de renda fixa e monetários, que caralho lhes importará em Luxemburgo se o que falo é português ou galego.

Surpresivamente para o entrevistado, a prova consistiu num bombardeio de perguntas por parte de quatro pessoas, que concluiu com umha série sobre o seu domínio do português:

- Vás ter de estudar o francês, porque che vai fazer falta no dia-a-dia. Mas tesn sorte, porque outra das línguas que comentas no teu CV será-che de moita utilidade no Luxemburgo: também falas português língua materna, nom? Em Luxemburgo nom é um idioma oficial, mas houvo muitíssima imigraçom de gente de países de fala portuguesa, e é um idioma muito falado. Algum dos teus pais é português?

O autor do blogue fala das razons históricas, e das semelhanças que há mesmo entre o galego oficialista e o português padrão. Por sua parte, os entrevistadores explicam que nom som alheios ao problema, pois a situaçom do luxemburguês a respeito do alemám é a similar.

- Entom, ao galeguinho ao que lhe digérom: ‘quando saia da aldeia verás que o galego nom serve para nada’, nom só descobriu que nom era certo, mas duas cousas mais:

1 - Que ali onde a gente nom está contaminada polo discurso nacionalista espanhol aceita perfeitamente que duas línguas que nom som idênticas mas muito próximas podem ser consideradas umha mesma língua a efeitos práticos se permitem a dous falantes comunicar-se entre si, cada um no seu resisto. Assim que, para quem nom quiger ver o galego como a mesma língua que o português, o que nom pode negar é que saber galego é tam válido internacionalmente como saber português.

2 - Que a Galiza nom é um caso único no mundo.

Do blogue recomendam o  visionado da palestra proferida por Edelmiro Momán no Ecolíngua 2009 sobre o caso de Luxemburgo, em que se fala da convivência de até cinco línguas no ensino e do seu uso social. Assim, o autor do blogue analisa a possibilidade de o estudantado galego sair do ensino dominando três línguas —umha delas com duas normativas: galego oficialista e galego-português— Oferecemos a seguir o vídeo referido:

 

Ecolíngua 2009: O caso de Luxemburgo


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