Amig@s da Cultura incorporam-se a Blogues AGAL-gz

A associaçom inicia nova etapa para impulsionar a cultura e o lazer em Ponte Vedra sob os parámetros da defesa do idioma de um ponto de vista reintegracionista e do apoio às luitas populares

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
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PGL - A Associaçom Cultural Amig@s da Cultura incorpora-se a Blogues AGAL-gz, a rede de blogues criada em 2005 pola AGAL quer para uso pessoal, quer para usos coletivos. Precisamente, algumhas das associaçons mais dinámicas do nosso país contam com espaço próprio nesta hospedagem, e Amig@s da Cultura veu juntar-se ao 'clube'.

Esta associaçom foi constituída em 1967. Entre os seus sócios fundadores, ponte-vedreses de profissons díspares, havia umha firme vontade de fomentar um associacionismo cultural que desse umha resposta à mordaça que o franquismo exercia sobre o povo galego. Forma parte, pois, da viçosa tradiçom de outras como O Facho (Corunha), Auriense (Ourense) ou O Galo (Compostela).

É salientável também o contributo do presidente durante a década de 70, José Luís Fontenla Rodrigues, na defesa da Lusofonia, contando por aquela altura com o apoio inestimável do professor Ricardo Carvalho Calero, apoio que continuaria em anos posteriores.

Já na década de 80 começa umha nova fase, mais focada no trabalho de base e com a incorporaçom de independentes e até obreiros no órgao diretivo. Produziu-se, destarte, umha «mudança radical», afirmam, na mensagem que se queria transmitir, «passando de atividades puramente elitistas e de autoprestígio a outras mais populares e reivindicativas».

Nestes anos há umha atividade muito intensa que abrange ámbitos como a defesa do património histórico-artístico de Ponte Vedra e das comarcas de arredor. O ativismo e denúncia permanentes convertêrom membros da junta diretiva em perseguidos habituais por parte do Governo Civil espanhol, e fôrom freqüentemente sancionados economicamente.

Entre os fitos, assinalam a campanha para erguer o monumento a Castelao em 1982, feita por subscriçom popular; a recuperaçom de festas e tradiçons através das Jornadas da Gaita, ou as festas dos Maios e da Cabaça; a criaçom de atividades em defesa da língua, como a I Carreira Popular e os prémios literários; a ajuda económica à publicaçom A Nosa Terra, que se encontrava numha situaçom de asfixia económica, mediante a subscriçom de açons e outras iniciativas; ou o posicionamento pioneiro na exigência de demoliçom do complexo de ENCE, a usina de celulose situada na ria de Ponte Vedra.

Amig@s da Cultura criou também galardons como o “Moucho de Prata/Pola de Tojo” para dar umha resposta positiva e outra negativa às pessoas e organizaçons mais destacados/as na defesa, ou na aldragem, do nosso idioma e cultura, o prémio de economia e sociologia “Alexandre Bóveda”, o prémio “Suárez Picallo” para trabalhos jornalísticos em galego, que procuram contribuir para a normalizaçom lingüística na imprensa escrita, ou o I Concurso de Banda Desenhada para potencializar os/as novos/as criadores/as galegos/as.

A identidade da língua

Na década de 90 produzem-se mudanças na associaçom, especialmente um revezamento generacional. A conseqüência mais importante é a entrada de jovens na junta diretiva e o debate entre as teses reintegracionistas e as isolacionistas.

As diferenças geracionais e lingüísticas, entre outras, dam lugar à conformaçom de um novo coletivo dentro de Amig@s da Cultura, denominado  “Mouchos Anticoloniais”, composto sobretodo pola gente mais jovem e que convive dentro da associaçom até 1996. Nessa altura, após denunciarem a manipulaçom de um dos prémios, abandonam a associaçom, que fica «num estado de abandono e coma prolongado durante muitos anos até a sua atual reativaçom», que representa o início de umha nova etapa após quatro décadas de história.

Nova etapa

Umha nova etapa iniciada por pessoas de diversas procedências e idades, mas com o comum objetivo: impulsionar a cultura e o lazer em Ponte Vedra sob os parámetros da defesa do idioma de um ponto de vista reintegracionista, do compromisso com a Galiza e com um modelo de sociedade alternativo ao capitalismo, e atendendo causas como o ambientalismo, o feminismo ou a solidariedade internacionalista. O apoio às luitas populares, laborais ou de defesa do território e do nosso património histórico igualmente será umha constante nesta nova fase.

Atividades

A apresentaçom da nova etapa foi mercê à palestra O galego na encruzilhada: perspetivas e alternativas, que tivo lugar em finais de outubro. A vindoura atividade vai ser um roteiro arqueológico polas freguesias de Louriçám, Salzedo e Sam Juliám a 14 de novembro. Mais adiante está prevista a projeçom do documentário de Xan Leira Crónicas da Galiza Mártir, além de outros roteiros pola comarca, entre outras iniciativas.

NOTA da redaçom do PGL a 12/11/2010: O roteiro foi adiado até 21 de novembro por culpa das condiçons climatológicas.

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