Ediciós do Castro dá à estampa o epistolário «Eugénio de Castro e a Galiza»

Trabalho conjunto da prof. Eloísa Álvarez e do prof. Isaac Alonso Estraviz

Quarta, 10 Setembro 2008 07:58

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PGL - No contexto das II Jornadas de Didáctica da Língua, ontem foi lançado em Ourense o epistolário Eugénio de Castro e a Galiza, trabalho conjunto da prof. Eloísa Álvarez e do prof. Isaac Alonso Estraviz.

O livro, fruto de um esforço que levou aos autores vários anos de pesquisas e investigaçons, leva a chancela de Ediciós do Castro, na sua série Documentos, e continua a linha iniciada por ambos no seu anterior trabalho, o também epistolário Os intelectuais galegos e Teixeira de Pascoaes.

A principal diferença entre aquele trabalho sobre Teixeira de Pascoaes e este virado para Eugénio de Castro é que no primeiro caso as comunicaçons sempre se realizavam em galego-português, enquanto que neste som todas as cartas em castelhano e, quase tudo o nelas falado é relativo a relaçons comerciais. Eugénio de Castro e a Galiza. Epistolário, consta de várias partes:

Na primeira apresenta-nos Eugénio de Castro como um dos grandes escritores portuguesas dos séculos XIX e XX. Catedrático da Universidade de Coimbra, escritor... salientando-se a sua tentativa de introduzir o simbolismo na poesia portuguesa, nomeadamente depois de se empapar das influências parisienses, cidade onde morou.

A segunda parte é propriamente a publicaçom do epistolário, trabalho de investigaçom e recolha da prof. Eloísa Álvarez. Ao todo, som mais de quarenta dirigidas a Eugénio de Castro por galegos e galegas, todas elas em castelhano.

Entre essas cartas destaca-se a assinada por Manuel Curros Enríquez, muito crítico com a poesia simbolista de Eugénio de Castro. Andrés Martínez Salazar, Antolín López Peláez, Filomena Dato Muruais, Heráclio Pérez Placer, Emilia Pardo Bazán, Salvador Cabeza de León, Eugénio Carré Aldao, César Vaamonde Lores, Ángel del Castillo López, Manuel Casás Fernández, Carmen Martínez Morás, Marqués de Figueiroa, Álvaro Ma. de las Casas, Francisco Ponte Blanco e Nicolás Franco, completam o leque de galegas e galegos que mantiveram correspondência com o poeta português.

Na última parte, intitulada “Eugénio de Castro na Galiza”, fala-se da sua estadia na Galiza, sendo de salientar os oito poemas dedicados às cidades galegas, entre eles dous à cidade de Tui. Ainda, no apêndice som resgatado vários textos: a conferência que pronunciou na Corunha em 1925, com motivo da comemoraçom do quarto centenário de Camões, em que fala sobre a história do soneto na poesia portuguesa do século XVI; ou o interessante trabalho De Coimbra à Corunha, em que fala da sua viagem à Galiza a principios do século XX, e reflecte sobre a prolongaçom da sua pátria, das paisagens portuguesas e, também, da língua que lhe parecera portuguesa.

 

 
 Professor Isaac Alonso Estraviz
 

 
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