Junta destina aos meios em galego apenas 1,26% dos recursos disponíveis para as empresas de comunicaçom

Mais umha vez, a convocatória inclui requisitos que visam excluir as publicações reintegracionistas

Quinta, 19 Agosto 2010 00:00

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Alfonso Cabaleiro, secretário-geral de Meios da Junta da Galiza

PGL - A Junta da Galiza destinou quase cinco milhões de euros em ajudas de diferente tipo aos meios de comunicaçom em espanhol. Porém, vai ajudar com apenas 63.566 euros os meios que utilizam o galego. Somando todos os montantes, a quantia equivale a só 1,26% do total de recursos disponíveis.

Estas ajudas aos meios em galego regula-as a Resoluçom de 7 de julho de 2010 da Secretaria Geral de Meios da Junta da Galiza, que estabelece as bases para a concessom de ajudas económicas, em regime de concorrência nom competitiva, dirigidas às empresas que realizem publicações periódicas escritas integramente em galego, procedendo à sua convocaçom para o ano 2010.

Para o grupo parlamentar do BNG, estes 63.566 euros a repartir entre todas as empresas que acedam a estas ajudas resulta um financiamento «ridículo», especialmente se comparado com os 2,53 milhões de euros distribuídos entre empresas jornalísticas que utilizam de modo ultramaioritário o espanhol —«algumha nem a toponímia oficial respeita», incidem os nacionalistas—, ou dos 2,4 milhões de euros outorgados arbitrariamente através da figura dos convénios a essas mesmas empresas.

O porta-voz de Língua do BNG, Bieito Lobeira, denuncia que se trata de umha situaçom «intolerável», e vê nesta clara discriminaçom umha «aposta política decidida» pola eliminaçom de qualquer mínimo vestígio de um espaço galego e em galego de informaçom, «provocando a asfixia ou mesmo o encerramento das modestas empresas vinculadas a esta finalidade». Contra a tam cacarejada «austeridade» que a Junta defende aplicar, os nacionalistas lamentam que esta «nom existe quando se trata de subsidiar a meios que residualiçam o galego».

Exclusom do reintegracionismo

Ainda, o artigo 2º do Anexo I da referida Resoluçom contempla um requisito, tampouco novidoso, que claramente visa excluir o reintegracionismo, ao deixar fora da convocatória as publicações que «nom se publiquem em galego normativizado», ainda estando plenamente redigidas em galego. Porém, no resto de ajudas aos meios, fundamentalmente à imprensa em espanhol, nom foi excluída nenhuma empresa de comunicaçom por deturpar toponímia ou nom respeitar a língua original de declarações, entrevistas ou comunicados. Para o BNG, esta diversa consideraçom merece-lhe o qualificativo de «sectarismo», e já pediu explicações por esta discriminaçom.

Repetem-se as críticas

As escandalosas cifras para a imprensa em castelhano em comparaçom com a redigida em galego, motivárom já notáveis críticas na convocatória de 2009, as primeiras com Alfonso Cabaleiro à frente da Secretaria Geral de Meios. Naquela altura,o Grupo Voz e o Faro de Vigo recebêrom mais de 2,5 milhões, justificadas polo representante da Junta no «emprego regular do galego, informações ou emissões encaminhadas à normalizaçom da língua galega e à difusom da identidade e a cultura da Galiza», recolhia entom XornalGalicia.com.

Tais ajudas foram comunicadas uns dias antes de um inquérito em La Voz de Galicia favorável aos 100 primeiros dias do PP no Governo e umha entrevista ao próprio Feijóo, além de um anúncio institucional da Junta por valor de quase 20.000 euros e nom publicada noutros meios, denunciava novamente XornalGalicia.com ao tempo que lembrava a vinculaçom laboral no passado de Cabaleiro com o jornal corunhês.

 

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