Número 8 da revista 'Arraianos' inclui mesa redonda reintegracionista

A publicaçom será apresentada publicamente no vindouro 16 se setembro

Sexta, 10 Setembro 2010 00:00

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

Joel R. Gômez, Isaac A. Estraviz, E. Torres e C. Nogueira num momento da mesa redonda

PGL - A revista Arraianos, do grupo Alvarellos, inclui no número 8 a mesa redonda O mundo que o português criou para o galego. Moderada por Joel R. Gômez, participam Elias Torres, Isaac Alonso Estraviz, Camilo Nogueira e Valentim R. Fagim. O exemplar vai ser apresentado publicamente no vindouro 16 de setembro.

As primeiras linhas deste trabalho jornalístico som umha breve mas contundente introduçom aos participantes na mesa redonda e ao reintegracionismo.

Isaac Alonso Estraviz, Camilo Nogueira, Elias Torres e Valentim R. Fagim defendem o uso da ortografia portuguesa na Galiza, como própria, para normalizar o galego. É o que se conhece como reintegracionismo. Nos quatro últimos séculos trabalharam nessa linha Sarmiento, Murguía, Castelao, Paz-Andrade, Carvalho Calero, Guerra da Cal, Jenaro Marinhas ou Ricardo Flores, entre outras pessoas, e grupos. É tema sempre de actualidade. Estraviz, Nogueira, Torres e Fagim coincidem: essa confluência linguística é uma riqueza cultural, de comunicação e mesmo económica.

A seguir repassam-se as trajetórias idiomáticas dos quatro intervenientes. O professor Estraviz narra acerca do galego, a Igreja e o ensino a partir das suas experiências pessoais, e da conformaçom do ideário reintegracionista. Camilo Nogueira, ex deputado da Câmara galega e ex parlamentar, toca os usos lingüísticos nos começos da sua atividade política e das mudanças sociais que tem havido neste senso. O professor Elias Torres, natural de Tui, vila fronteiriça, começa mencionando, precisamente, os sentimentos encontrados que há muitas vezes nas zonas raianas, nalgumas das quais "se aprende o ódio ao português". Por sua parte, o presidente da AGAL, Valentim R. Fagim, nascido em Vigo, introduz a sua condiçom de neo-falante ao contar que começou a falar galego aos 19 anos, e dá algumhas chaves sobre a língua e os âmbitos urbanos.

A seguir, e desde diferentes ópticas, os quatro analisam a complexa situaçom que atualmente atravessa o galego na Galiza e como se chegou a ela. Exposta a situaçom, a mesa redonda conclui com apontamentos de futuro. Neste ponto, os quatro coincidem na necessidade de que se ensine português e se favoreçam intercâmbios e contatos diretos com Portugal, mas também com o Brasil e com as pessoas que em muitos outros povos falam português.

Mais contributos

Além desta interessante e completa mesa redonda de caráter reintegracionista, no n.º 8 de Arraianos colaboram, entre outros, Xosé Luís Méndez Ferrín, Pedro Alonso, Xosé Benito Reza, Xulio Ríos, Xabier Cordal, Samuel Solleiro, Fermín Bouza, Xerardo Pereiro, Varico Pereira, Xulio Medela, Xusto Martínez González, Alberto Lema, Ollala Cociña ou Antón Riveiro Coello.

Capa da publicaçom

 

+ Ligações relacionadas: