Estaleiro Editora apresenta "Canibalismo" de Marcos Abalde, XI Prémio Josep Robrenyo

Com este terceiro livro da sua colecçom de teatro, Estaleiro continua a apostar polo género dramático e por dar a conhecer autores sem obra publicada anteriormente

Quinta, 20 Janeiro 2011 00:00

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Marcos Abalde Covelo no Simpósio Letras na Raia

Estaleiro Editora - Nesta sexta-feira, dia 21 de Janeiro, às 19:30 h., Estaleiro Editora apresentará, na biblioteca pública Ánxel Casal de Compostela, Canibalismo de Marcos Abalde. O acto contará com a presença do autor, que estará acompanhado pola porta-voz de Estaleiro Editora, Íria Sobrino, e o dramaturgo e crítico teatral, Roi Vidal.

Canibalismo é um texto que vem avalado pola concessom do XI Prémio Josep Robrenyo convocado pola Associació d’Investigació i Experimentació Teatral (AIET) com a intençom de estimular a nova autoria teatral e com a particularidade de aceitar originais em qualquer das línguas oficiais do Estado espanhol. Canibalismo foi escolhido no 2008 entre 43 textos enviados de todo o Estado e no ano seguinte apareceu publicado na revista Assaig de Teatre. Mesmo a companhia galaico-catalá Furafollas realizou umha leitura dramatizada no Ateneu Barcelonès. À literatura dramática e à língua nacional da Galiza vírom-se de novo reconhecidas na passada ediçom do Prémio Josep Robrenyo, pois foi-lhe concedido este galardom à dramaturga morracense Vanesa Sotelo por Memoria do incendio.

Canibalismo é um grito contra a barbárie desta Europa Fortaleza. A peça desenvolve-se em Sarajevo, umha sociedade saída dumha guerra que continua em guerra: dous adolescentes devoram um mendigo, a mae devora a sua filha e o dramaturgo devora os seus personagens. Entre a apatia e o horror, ninguém dorme tranquilo nesta velha e soberba Europa. Sarajevo como capital da exclusom, a pessoa imigrante como o ulises moderno que tenta ultrapassar os muros do apartheid global e só encontra o nojo do home branco proprietário. Canibalismo bebe de Heiner Müller, Manuel Lourenzo, Peter Weiss, Marinhas del Valle e Sarah Kane. Teatro político erigido contra o ascensom do fascismo social.

Canibalismo aparece precedido por Maquinartaud, umha especie de prólogo-manifesto onde o autor afirma a necessidade de um teatro nom figurativo, “um teatro que complete o mundo, que produza realidade, contra o senso comum”. Lara Rozados, crítica teatral do Protexta, considera que “Marcos Abalde consegue pôr a imaginaçom ao serviço do brutal” com um texto nu que vive “nas estremas da linguagem e evidencia as relaçons de poder e dominaçom, a antropofaxga como loita pola supervivência no capitalismo”.

Com este novo libro desenhado e paginado por Nadina Bértolo, Estaleiro Editora continua a apostar na publicaçom de géneros literários que, como o teatro ou o ensaio, recebem um tratamento marginal pola indústria editorial. Além de favorecer a promoçom de autores e autoras sem obra publicada, facto que aconteceu no seu momento com Fume/Insomnio de Rubén Ruibal e Carlos Losada e com Movidas/Razóns de peso de Clara Gayo. Estaleiro, ao nom depender dos subsídios institucionais, converte-se num espaço de liberdade onde nengum tipo de censura, e menos por razons de escolha normativa, nos impidam desfrutar de um escritor tam prometedor como Marcos Abalde, cujos textos já tinham aparecido no nosso ámbito cultural em diferentes publicaçons como Casahamlet, Agália, Mealibra, Novas da Galiza ou Renderén.

Esta obra, como as anteriores de Estaleiro Editora, é publicado sob licenças Creative Commons e para além de poder ser adquirida nos pontos habituais de distribuiçom,está disponível para a sua descarga gratuita no sítio web http://www.estaleiroeditora.org/.

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