O professor galego Antón Corbacho Quintela, editor da revista da Universidade Federal de Goiás

Esta publicação de divulgação científica e cultural, de periodicidade semestral, tem uma tiragem de 4.000 exemplares e conta com formato digital

Terça, 08 Fevereiro 2011 00:00

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PGL - O Professor Antón Corbacho Quintela (Vigo, 1973) é o novo editor da Revista da Universidade Federal de Goiás (UFG), segundo consta no último número dessa prestigiosa publicação, o 9, correspondente a dezembro de 2010. A revista tem periodicidade semestral, apresenta-se como “publicação de divulgação científica e cultural”, com uma tiragem de 4.000 exemplares orientados para “um público amplo, nacional”, e conta com formato digital.

Esta revista costuma ofrecer tratamento monográfico a um tema de interesse, que complementa com outros artigos, críticas, e destaque no cuidado dos aspectos visuais e iconográficos. Neste último número salienta um “Dossié Cerrado”, em que se tenciona “oferecer um diálogo em que convergissem a exposição do statu quo do bioma Cerrado e a análise das possibilidades de desenvolvimento sustentável das regiões do domínio homônimo”, segundo esclarece o editorial. Para a preparação desta questão participaram como editores adjuntos Laerte Guimarães Ferreira Júnior, coordenador do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG/UFG), juntamente com Francis Lee Ribeiro.

No dossiê, nas primeiras 56 páginas, incluem-se 8 trabalhos, todos eles de especialistas nas matérias que focam, elaborados com muita precisão, capacidade de síntese e atrativo para o leitor: “A ocupação do Cerrado e os menosprezados impactos sobre a Biodiversidade”, de Ricardo B. Machado e Ludmilla M. S. Aguiar, da Universidade de Brasília; “A sustentabilidade do Cerrado brasileiro no século XXI”, de Nilson Clementino Ferreira, da UFG; “A tutela legal do bioma Cerrado”, de Luciane Martins de Araújo Mascarenhas, da PUC/GO; “A urbanização do Cerrado: espaços indomáveis, espaços deprimidos”, de Eguimar Felício Chaveiro, da UFG; “Rio Verde (GO) –Um expoente do agronegócio no Cerrado”, de Gislene Margaret Avelar Guimarães, da Rede Municipal de Educação de Goiânia; “Uma visão macroscópica do Cerrado brasileiro”, de Jose Alexandre F. Diniz Filho, Luiz Maurício Bini e Rafael Dias Loyola, da UFG; e “Considerações sobre a ocupação agrícola do Cerrado”, de Edson E. Sano e Laerte G. Ferreira, da UFG; e “Turismo no Cerrado”, de Ivanilton José de Oliveira, da UFG.

 

 

Do Sertão ao Cerrado

Antón Corbacho Quintela ocupa-se da seção “Memória” com um contributo intitulado “Do Sertão ao Cerrado do Planalto Central: uma questão de nomenclatura”: em 16 páginas, bem documentadas, e com perspectiva filológica e cultural, analisa o processo de desaparição, em relação ao Estado de Goiás, do termo sertão e o paralelo processo de consolidação do uso do termo cerrado, assinalando como desde a segunda metade do século XIX se impõe progressivamente o novo termo, canonizado desde 1962 quando o Departamento de Botânica da Universidade de São Paulo realizou o primeiro simpósio sobre o Cerrado do Brasil. Corbacho Quintela é apresentado para os leitores da revista como Professor de Letras da Universidade de Goiás e investigador do Grupo Galabra da Universidade de Santiago de Compostela.

Trabalhos das outras secções da revista também se orientam preferentemente a este assunto, do maior interesse para os objectivos de pesquisa da Universidade Federal de Goiás, ao encontrar-se esse espaço do Cerrado que foca de maneira tão preferente neste número nesse Estado brasileiro. Assim, nos “Artigos”, “Entrevista”, “Resenhas e críticas”, “Tradução” e “Memória”, também há tratamento do Cerrado com diferentes perspectivas. Destarte, qualquer leitor com interesse no assunto ficará muito satisfeito com a riqueza deste maravilhoso volume; e um leitor desconhecedor ou pouco avisado deste tema resultará igualmente feliz pela informação que se lhe fornece e pelo atractivo modo de como se faz. A revista completa-se com a secção “Ensaio visual”: mais de 30 páginas dedicadas à produção de Ciça Fitipaldi, com reprodução de 19 ilustrações desta artista brasileira, de grande beleza e impacte, e perante as quais qualquer leitor não pode menos que se sentir grato.

O Professor Antón Corbacho Quintela lecciona nessa Universidade brasileira desde o ano 1996, e em números anteriores dessa revista também se tinha ocupado de artigos de temática diferente. Entre os seus contributos vale a pena salientar o do número 5, igualmente na secção “Memória”, em que publicou “Um turista espanhol em Goiás na década de 1930”, que dedica a José Casais Santaló, também originário da Galiza, jurista, economista e diplomata com produção no Brasil após a guerra de Espanha de 1936, e de que se ocupou Corbacho Quintela na sua Tese de Doutoramento defendida em Setembro de 2009 na Universidade de Santiago de Compostela, e publicada em formato CD por esta mesma universidade no ano seguinte, em que estuda a produção de pessoas e de comunidades galegas em diferentes Estados do Brasil.

 

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