Polo menos quatro novos meios em galego verám a luz neste outono-inverno

Um feixe de projetos que demonstram a vitalidade dumha imprensa em galego que ressuscita desde abaixo após o fracasso do galeguismo empresarial

Terça, 25 Outubro 2011 08:28

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

Galizalivre.org - Na passada sexta-feira, dia 14, tivo lugar no compostelano Bar A Rúa umha nutrida juntança de jornalistas para porem em comum novos projetos, na sua maioria populares, de resposta à crise dos meios em galego.

Além de Sermos Galiza -do que nos ocuparemos mais em profundidade nesta semana-, sairám à rede nos vindouros meses os meios digitais Praza Pública, umha ediçom galega de Diagonal, Tempos Dixital -nova versom web da revista Tempos Novos-, e temos notícia de polo menos mais um projeto de diário digital que ainda está a cozinhar-se. Este último chamará-se seguramente Dioivo, e está conformado por ex-jornalistas dos meios em galego recentemente fechados. Um feixe de projetos que demonstram a vitalidade dumha imprensa em galego que ressuscita desde abaixo após o fracasso do galeguismo empresarial. Somam-se assim ao jornal em papel Novas da Galiza, à revista Tempos Novos, e aos diários digitais GaliciaConfidencial, Diário Liberdade, e este desde o que escrevemos, enriquecendo o panorama informativo nacional.

Praza Pública

O principal destes novos meios galegos será o Praza Pública -homónimo dum cabeçalho de Guatemala-, que nasce com vontade de ocupar o oco deixado por Vieiros, atingindo a centralidade da informaçom digital galeguista em sentido amplo. Será monolingue em galego, e esperam contar com tradutor automático para o português e o espanhol. Contam com que saia à rede a princípios do ano que vem.

Entre os seus principais impulsores conta-se Marcos Pérez Pena, jornalista que leva tempo a ocupar-se do estudo dos meios de comunicaçom em galego; Filipe Díez, ex-militante do BNG conhecido polo blogue Renovar o BNG, que entre março de 2009 e novembro de 2010 convulsionou o mundo do Bloco; ou Manolo Barreiro e Carlos Amoedo, também membro de Renovar o BNG, e que fora entre 2005 e 2008 o número dous de Ánxela Bugallo na Conselharia de Cultura do bipartido.

O projeto está já mui avançado, estando finalizado o desenho web encarregado à Navalla Suíza, e que adiantamos em exclusiva no galizalivre.org. Como meio profissional, explicam que “a dimensom definitiva do jornal dependerá do processo de financiamento prévio ao seu lançamento e da previsom de vias de ingressos que se faga”, podendo ir numha “perspectiva pesimista” de um “médio no que trabalhem três pessoas”, a outra mais otimista com “umha redaçom com cinco, seis ou sete trabalhadores (equiparável a Vieiros entre 2007 e 2009)”.

Polo exposto na apresentaçom a jornalistas, Praza Pública contará, em princípio, com as seçons de: Política (Galega e estatal), Mundo, Movimentos sociais, ecologia, economia solidária, consumo, Cultura, Economia, Desportos, Ciência e Tecnologia e Internet. As linhas ainda estám em processo de debate, mas sinalam que em “Política” agruparám a “galega e estatal”, “para poder elaborar um discurso coerente e transversal” no que se tratem “dinâmicas da 'nova dereita' aquí e en Madrid, reivindicaçom federal, construçom da nova esquerda (ecologista, social) aqui e no Estado, Galeuscat...”. Em “Mundo” contarám com expertos do IGADI, e prestarám especial atençom ao Brasil, Portugal, América Latina, e “temas pontuais nos que participem galegos e podamos contar com vozes próprias: FSM, Flotilha a Gaza...”. Quiçá o que mais chame a atençom será que em cultura falarám da cultura galega emergente e de “manifestaçons culturais galegas em castelhano (sobretodo no que nom é literatura”, atençom ao universal, ademais de cultura tradicional”.

Um Diagonal “galego”

Na mesma juntança Rocío Fraga anunciou o projeto de criar umha ediçom digital galega do principal periódico alternativo espanhol -na rede e em papel- Diagonal. No 15 de outubro do ano passado fora apresentada em Vigo a seçom em galego do jornal, que se acrescentava aos conteúdos “publicados em bable, aranês ou cantabru por parte das correspondentes redaçons locais”. Esperamos poder anunciar, proximamente, mais dados sobre este meio.

Conforme explicam para o galizalivre.org o grupo promotor do projeto: “há tempo que Diagonal quer entrar na Galiza de algum jeito. Como é um jornal dos movimentos sociais nom tem cabida em castelhano, polo que pugemos em marcha a experiência piloto, enquanto nom se renovava o portal, de fazer umha seçom de artigos de interesse vinculados com a Galiza traduzidos ao galego e assim ir conformando umha equipa de trabalho de Diagonal por aqui”. Esta experiência foi valorizada como positiva, polo que a equipa galega do Diagonal terá maior peso no novo portal informativo e coordenará-se com a ediçom em papel “e com outras cabeceiras galegas, para ter conteúdos próprios e de interesse galego”. Aliás, estám a procurar colaboraçons com jornalistas e outros meios da Galiza. O novo portal de Diagonal, no que a seçom galega terá muito mais peso, “financiou-se mediante Crowdfunding numha campanha na que se recadou o dobro do que se pedia incialmente, que eram 10.000 euros”, e fará-se público a finais de ano.

Tempos Novos em novo formato digital

Também haverá novidades na veterana revista mensal Tempos Novos. Após umha temporada com a web suspendida, estrearám no próximo 27 de outubro a nova temposdixital.com, que será apresentada no Museu do Povo Galego polo Grupo Editorial Atlántica de Comunicación e Información de Galicia S.A. À fronte da nova andaina da revista Tempos Novos na rede estará o betanceiro Paulo Carlos López, militante do BNG que liderou vários projetos juvenis do setor vinulado a +Galiza. Conforme pudo saber o galizalivre.org, mesmo se baralhou a possibilidade de que o novo portal acolhesse a revista Altermundo.org, afetada também pola desapariçom do Galicia Hoxe, mas que finalmente nom fará parte do projeto.