Agália inicia o 24º ano com José Martinho Montero Santalha como novo director

Revista de Ciências Sociais e Humanidades completa 24 anos de presença ininterrupta no mercado

Terça, 09 Dezembro 2008 00:00

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Capa nº 93-94 da Revista Agália

PGL - A revista Agália, da Associaçom Galega da Língua, inicia umha nova etapa, em que José Martinho Montero Santalha (Professor da Universidade de Vigo e presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa) exerce como novo director relevando Carlos Quiroga (Professor da Universidade de Santiago).

O primeiro volume deste ano, o duplo números 93/94, consta de 300 páginas. Com este número som 24 anos de presença ininterrupta no mercado, desde o primeiro que foi lançado em 1985.

Á partida principia com dois trabalhos sobre Álvarez Blázquez, o vulto a quem se dedicou o Dia das Letras Galegas de 2008: José-Martinho Montero Santalha edita o epistolário entre Álvarez Blázquez e Manuel Rodrígues Lapa, 40 cartas entre 1951 e 1970 (pp. 6-46); e na continuaçom publica-se um novo artigo inédito de Álvarez Bláquez, intitulado “Ainda em roda de D. Lopo Lias”, em que estuda (pp. 47-56) esta figura da Lírica Medieval Galego-Portuguesa. No primeiro deses contributos reproduzem-se facsimilarmente umha das cartas, de 14 de Janeiro de 1952; e também umha página autógrafa do artigo de materia medieval..

Na continuaçom sucedem-se as secçons habituais da revista. Em “Estudos” incluem-se “Aristóteles, retrato intermitente” (pp. 57-85), de Luís G. Soto, da Universidade de Santiago; “A estrutura métrica de algumas das Cantigas de Santa Maria”, de José-Martinho Montero Santalha (pp. 87-134), em que se estudam 31 composiçons; “Personagens camilianas sob o signo de Rousseau”, de Sérgio Guimarães de Sousa, da Universidade do Minho (pp. 135-152); “Falas do Amor através das Idades: a temática amorosa na poesia de Carlos Drummond de Andrade”, de Vania Pinheiro Chaves, da Universidade de Lisboa (pp. 153-167); “Auto dos danados, de Lobo Antunes: a dramatização da selvageria”, de Juracy Assmann Saraiva, do Centro Universitario Feevale-Brasil (pp. 169-181); e “Religiom e secularizaçom na Índia”, de Anil Dhingra, da Jawaharlal Nehru University-Nova Delhi (pp. 183-198).

Nas “Notas” incluem-se “Etimologia de uivar e vozes emparentadas”, de Higinio Martíns Estévez, Membro de Honra da Agal que foi professor da Universidade de Buenos Aires (pp.199-202); “Marcial Suárez Fernández (Alhariz, 15-02-1919; Aguieira-Porto do Son (Corunha), 26 de Agosto de 1996)”, de Isaac Alonso Estraviz, da Universidade de Vigo (pp. 203-210); “Clarice Lispector em 2007. Um percurso pola trajectória da escritora brasileira nos 30 anos da sua morte”, de Laura Blanco de la Barrera, do Grupo de Investigaçom Galabra-Universidade de Santiago (pp. 211-216); “Luís Serguilha: a poesia-vendaval em hangares-palavras”, de Jorge Luiz Antonio (pp. 217-227); e “As relações Luso-Espanholas: Da Revolução do 25 de Abril de 1974 à União Europeia”, do escritor e editor português António José Queirós (pp. 229-233).

Na secçom de “Textos Literarios”, José-Martinho Montero Santalha apresenta (pp. 234-256) Joaquim Árias Miranda na Literatura Galega, e edita 18 composiçons dele, datadas em Ferrol no ano 1911, com reproduçom de dedicatoria autógrafa e de umha ilustraçom respeitante a este produtor. A seguir inclui a narrativa “A memoria das cinzas (Geografia sentimental), de Joao Lobo, portugués de Vila Verde (pp. 257-261), um contributo literario de um advogado e Professor da Universidade Fernando Pessoa no pólo de Ponte de Lima; “Dois poemas”, de Amadeu Baptista (pp. 263-265), de Viseu; e “Poemas”, um conjunto de composiçons de António José Borges, também portugués, de Lisboa.

A revista finaliza com quatro recensons: de Mauricio Castro (do volume A Impostura e a desorientaçom na normalizaçom lingüística, de Xosé Manuel Sarille, nas pp. 275-281); de Gilda Santos (do volume Sonetos da Marquesa de Alorna, organizado por Vanda Anastacio, pp.283-285); Isaac Alonso Estraviz (de Flores para ti... de Maria Amélia Fonseca Fernández, nas pp.287-293); e de Luís Filipe Pereira (de Memória do Silêncio, de António José Queirós, nas pp. 295-297).