Umha semana depois: apresentações da AGAL no Festigal

Durante todo o evento houvo umha grande afluência de público polo posto da AGAL

Sábado, 31 Julho 2010 00:00

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PGL - No fim-de-semana 24 e 25 de julho, na seqüência do Festigal, a Associaçom Galega da Língua (AGAL) realizou as apresentações do concurso Musicando Carvalho Calero, e dos livros Parecia Não Pisar o Chão (Carlos Taibo), Noente Paradise (Ugia Pedreira), Animais (Séchu Sende) e Sempre em Galiza (adaptaçom de Fernando V. Corredoira sobre o livro de Castelao).

No dia 24 foi o lançamento de Noente Paradise. Além da autora, Ugia Pedreira, estivérom o jornalista Anxo Quintela (Rádio Galega) e Miguel R. Penas (diretor da ATRAVÉS | EDITORA). É este um livro-CD no qual quem procurar um poemário encontrará, se calhar, um livro de canções e, se procurar canções, é possível que o pessoal surpreenda ao ler um poemário ou um manual de baile. Estamos perante um híbrido no qual a polifacética artista entra no papel, mas sem abandonar a música.

Como pequena amostra deste trabalho, oferecemos-lhes umha das pistas de áudio do CD que acompanha o livro, «Sabe a Pau».

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A seguir foi a apresentaçom de Animais, álbume ilustrado de Séchu Sende. Com este trabalho, Sende explora a faceta de ilustrador. Conta Sende que ele debuxava desde pequeno, até que aos 16 anos ganhou um prémio de poesia e se decantou pola escrita, até que á três anos a sua companheira o agasalhou com um jogo de aquarelas, e começou de novo a debuxar.

O álbume nasce das conexões de Sende com os movimentos sociais (Burla Negra, Nunca Máis ou Galiza non se Vende), assim como do descobrimento do humor social «como ferramenta para implicar os leitores no conflito, procurar que tomem parte». Nas suas próprias palavras, «a literatura nom pode mudar o mundo, mas pode ajudar». Ademais, neste Animais, Séchu Sende adere plenamente à proposta reintegracionista. O galardoado escritor confessa que outras editoras lhe fechárom as portas ao projeto, precisamente, pola questom ortográfica. Na sua opiniom, «o processo de normalizaçom nom se pode levar adiante se o reintegracionismo é excluído».

O programa do dia 24 finalizou polas 20h com a apresentaçom de Musicando Carvalho Calero. Trata-se de um projeto em que grupos musicais ou solistas escolhem um poema do ilustre galeguista para o musicar ou bem escolhem áudios do professor para realizarem samplers. Da AGAL e Komunikando, entidades organizadoras, defendem a iniciativa polo silenciamento da figura de Carvalho Calero neste 2010, ano do seu centenário. Por tal motivo visam «sonorizá-lo». Os grupos interessados em participar têm ao seu dispor as bases e outras informações no site http://musicandocarvalhocalero.komunikando.net/. O prazo para enviar as propostas finaliza em 20 de outubro, e dez dias depois conhecerá-se o nome do ganhador ou ganhadores.

Já no Dia da Pátria, 25 de julho, o programa começou com a apresentaçom pública de Parecia Não Pisar o Chão. Treze Ensaios sobre as Vidas de Fernando Pessoa. O presidente da AGAL, Valentim R. Fagim, acompanhou Carlos Taibo no ato. O politólogo galego, residente em Madrid, muda neste trabalho o seu registo habitual para procurar deitar luz acerca de Fernando Pessoa como ser humano, e durante a sua exposiçom procurou também dar algumhas chaves neste senso.

Umha questom que vai ser também de interesse do público galego é o relacionamento de Fernando Pessoa com a Galiza. Taibo explicou que possivelmente Pessoa tivesse origens galegas, e ilustrou também acerca do relacionamento do escritor com os galegos.

O último dos lançamentos foi o do Sempre em Galiza, a melhor ediçom até o momento da obra magna de Castelao e, aliás, a primeira que se realiza na norma internacional portuguesa. Este importantíssimo livro acompanha-se de umha série de textos introdutórios no volume Sempre Castelao. No ato estivérom Miguel R. Penas, Fernando V. Corredoira (autor da adaptaçom)  e Camilo Nogueira (autor de um dos prólogos).

Miguel Penas salientou que esta ediçom é fruto do trabalho de Fernando Vásquez Corredoira, autor da adaptaçom, que inclui umhas notas a rodapé  realizadas em colaboraçom com Ernesto V. Souza. As anotações tornam a ediçom da ATRAVÉS na mais completa e na mais útil para entender a obra do rianjeiro no seu contexto sócio-político e histórico. Penas lembrou, aliás, que o Sempre é «um dos alicerces ideológicos em que se apoiou o nacionalismo galego para se reconstruir após a barbárie fascista que começou no ano 1936, e da qual ainda hoje padecemos consequências bem diretas na Galiza», um «livro fundamental» para conhecermos a Galiza, para nos aproximar do nosso país e da sua História.

Por sua parte, Camilo Nogueira enfatizou a qualidade da ediçom e de empregar esta a norma internacional portuguesa, e realizou umha apaixonada defesa da unidade lingüística galego-portuguesa.

Posto da AGAL

Igual que o ano passado, a Associaçom Galega da Língua contou com um espaço próprio de 25 m2 instalado na Galeria das Letras. As pessoas que se aproximárom pudérom adquirir, além dos lançamentos editoriais,  novidades tais como o mapa A Nossa Língua no Mundo ou a camisola supercedilha. O posto experimentou umha grandíssima afluência de pessoas durante todo o fim-de-semana.

 

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