Mazinger Z

Segunda, 28 Março 2011 00:00

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

Por José Ramom Pichel Campos

Sempre gostei da série de debuxos animados de robôs japoneses Mazinger Z. "Planeador abajo", "Puños fuera", "la maldad....koji puede controlar....mazinger...es una furia...pechos fuera....", são frases que tenho implantado no chip da memória e na dos meus pais. Foi uma série que nos entusiasmou aos meninos que nascemos entre os 70 e o 78 provavelmente. O argumento de Mazinger Z era que o professor Kabuto descobre na Ilha de Rodas com o seu chefe o científico Doutor Inferno uns autómatos milenários. O doutor prefere não divulgar o grande descobrimento, já que posteriormente comenta a todos os científicos que vai usar estes robôs já restaurados para dominar o mundo.

Estes se negam a ser cúmplices do doutor louco e este ordena que os robôs os matem. O único sobrevivente é o professor Kabuto, quem foge ao Japão onde com os últimos avanços tecnológicos e a energia foto-atómica do reator de Japonium e um metal chamado Z constrói um robô chamado Mazinger Z para enfrentar os planos do Doutor Inferno. Posteriormente o professor Kabuto é assassinado polo Barão Ashler aliado do Doutor Inferno mas revela ao seu neto Koji Kabuto os planos do científico e todos os segredos do Mazinger Z antes de ser morto.

Mazinger Z a partir daí dirigido por Koji Kabuto enfrentara-se continuamente aos diferentes robôs que envia o doutor Inferno para dominar o mundo. Na minha memória sempre ficará gravado um que tinha apariencia de gladiador e tinha umas bolas de ferro e lanzava cadeias.

Existe também um colega do professor Kabuto chamado Dr. Yumi quem criou o robô Afrodita A, pilotado pola filha Sayaka Yumi. Naquela altura ter um robô comandado por uma mulher era muito avançado e representava na tecnologia a luta das mulheres iniciada no século passado.

E por tudo isto, que me surpreende o que está a acontecer no acidente nuclear de Fukushima. No pais das bombas atómicas (por certo Fukushima e Hiroshima têm os mesmos sufixos), no pais dos terramotos e dos tsunamis, constroem-se plantas nucleares na beira do mar e os humanos e não os robôs vão apagar o lume com caldeiros e com mangueiras, conduzidos irremediavelmente cara a morte.

Mazinger Z, a tecnologia robótica ganhou finalmente a ambição sem limites representada polo doutor inferno. Mas naquela altura éramos mais ingénuos e já agora um bocado menos.

Agora ninguém envia aviões anticontaminação nuclear ou hidroaviões teledirigidos para ajudar o Japão. A guerra do petróleo e do nosso nível de vida, mais uma vez manda.

 

(*) Artigo publicado na coluna Medo aos aviões, do jornal Galicia Hoxe.