Mais de 50.000 pessoas saírom à rua para denunciar a imposiçom do castelhano

Núñez Feijóo tem a duvidosa honra de ser o presidente em cujo mandato tem lugar a maior manifestaçom em defesa do galego

Segunda, 18 Maio 2009 00:00

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Faixa de Galego Sempre Mais na Alameda de Compostela e perto da Praça da Galiza

PGL - Mais de 50.000 pessoas saírom ontem às ruas de Santiago de Compostela em protesto polas intençons do novo governo galego de introduzir mudanças involucionistas na escassa legislaçom que protege o galego. De facto, Núñez Feijóo tem desde já a duvidosa honra de ser o presidente galego em cujo mandato tivo lugar a (polo de agora) maior manifestaçom em defesa do nosso idioma.

Inserida na plataforma Galego Sempre Mais, mas também levando umha faixa com a legenda «A nossa língua é internacional», a Associaçom Galega da Língua também participou de jeito muito activo neste acto cívico.

Apesar de o início da manifestaçom oficilalista ser para as 12 horas (e para as 12h15 no caso de Galego Sempre Mais) da Alameda compostelana, o recorde histórico de participaçom motivou que a cauda da manifestaçom nom pudesse sair até perto das 13 horas. Como anedota, apesar do trovom de chuva, nom minorou a participaçom, e mesmo se intensificárom as cántigas num ambiente lúdico.

Dado que Mesa pola Normalizaçom nom flexibilizou a sua convocatória para acolher outras organizaçons do movimento normalizador, nom se pudo celebrar um acto verdadeiramente unitário, e como gesto de protesto os colectivos aglutinados em Galego Sempre Mais deixárom uns metros de separaçom durante o seu percurso respeito da parte mais 'oficialista' da marcha.

No entanto, de Galego Sempre Mais quigérom salientar o «alto grau de responsabilidade» das pessoas e colectivos que mantendo umha posiçom crítica com a Mesa nom deixárom passar a ocasiom de se manifestarem pola língua galega.

Já perto das 15 horas, quando a marcha oficialista tinha abandonado a Praça da Quintá havia quase umha hora, Galego Sempre Mais leu um comunicado promovido pola Associaçom Galega da Língua, o Movimento Defesa da Língua, a Mocidade pola Língua, a Fundaçom Artábria, o C.S. Baiuca Vermelha, A Esmorga, o C.S. Faísca, o C.S. Fouce de Ouro, a Gentalha do Pichel, o C.S. Gomes Gaioso, o C.S. Henriqueta Outeiro, o C.S. Mádia Leva!, o C.S. Revira, o C.S. Roi Soga de Lobeira, o C.S. Sem Um Cam e a S.C. D. do Condado, além da adesom de muitos outros colectivos.

 

 Imagens da mobilizaçom em defesa do galego e contra a imposiçom do Castelhano
[Imagens cedidas pola Fundaçom Artábria]

 

Leitura do manifesto

No manifesto que lêrom, lembrou-se que é «rotundamente falso» que exista umha imposiçom do galego, sendo que na Galiza a única imposiçom existente é a do castelhano, circunstáncia que «nom tem discussom possível neste momento», motivo polo qual reclamárom «a aboliçom do sistema actual que subordina o nosso idioma ao idioma do império».

Também dirigírom umha crítica aos meios de comunicaçom e aos poderes oficiais por intentarem «apagar a nossa voz» ao tempo qeu fazem ecoar «minorias galegofóbicas como Galicia Bilingüe». Ainda, pronnciárom-se sobre a histórica participaçom na manifestaçom, com mais de 50.000 pessoas, com muita distáncia respeito de «quem baixo o apoio de diversos partidos políticos e com o apoio de manifestantes espanhóis, nom conseguiu meter no mesmo espaço mais de 2000 pessoas», em clara referência a Galicia Bilingüe.

Carvalho '10

Pola sua parte, da Fundaçom Artábria insistírom, mais um ano, na campanha que visa dedicar um Dia das Letras ao insigne galeguista ferrolano Ricardo Carvalho Calero, motivo polo qual participárom com umha faixa própria e repartírom autocolantes alusivos.

 

Faixa da Fundaçom Artábria por um 17 de Maio para Carvalho Calero

 

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