'Administraçons submetem a água às leis do mercado', denuncia o novo número do Novas

Com entrevistas a Julia Barbosa, Yann Pouliquen, Fadi Mbarek, Pedro Baptista, Óscar Gomes, Xosé Manuel Pereiro, José Parrada e Henrique Banet

Terça, 28 Dezembro 2010 00:00

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

PGL - A reportagem da secçom A Fundo do número 97 do Novas da Galiza está virada para a a nova Lei de Águas da Galiza, aprovada em 26 de outubro passado com os únicos votos da maioria parlamentar do Partido Popular, e a via livre que deixa ao governo ultraliberal que encabeça Núñez Feijóo para onerar pola vez primeira o consumo dum bem básico como a água.

O grosso do abastecimento da água galega passou em vinte anos de ser bem comum a estar nas maos dumhas poucas transnacionais, diz o periódico de informaçom crítica. Aquagest, Urbaser, Gestagua e Aqualia, controlam já 72% da água que consumimos, sendo elas por sua vez as marcas que utilizam na Galiza grandes empresas com importante releváncia no comércio internacional deste bem natural que por fortuna abunda no País, acrescenta o Novas.

Também merece destaque neste último número do periódico soberanista a denúncia da Operaçom Carioca e a consequente trama corrupta desvendada que atinge todos os estamentos do poder, com mais de 25 pessoas imputadas, vários centos chamadas a prestarem declaraçom e implicaçons directas de membros de todos os níveis do poder espanhol na Galiza: agentes policiais, empresários, políticos e até médicos.

A solidariedade na Corunha contra o desalojo da Casa das Atochas também aparece nos destaques da capa do periódico, bem como a divulgaçom, na secção Dito e Fito, das iniciativas de consumo consciente, com cooperativas que promovem a distribuiçom alternativa de alimentos ecológicos produzido no País.

Entrevistas e mais

O número 97 de Novas da Galiza vem carregado de interessantes entrevistas: em Acontece, a Julia Barbosa, trabalhadora do Centro de Informaçom da Mulher em Vila Garcia; na secçom Agro, ao engenheiro agrónomo especialista em agricultura ecológica, Yann Pouliquen; já em A Terra Treme, o entrevistado é Fadi Mbarek, sarauita residente em Compostela; em Além Minho, Pedro Baptista, líder do Movimento Partido do norte, responde as perguntas de Nuno Gomes; em A Exame, o protagonista é Óscar Gomes, porta-voz nacional de Ceivar; em Media, podemos ler as respostas de  Xosé Manuel Pereiro, decano do Colégio de Jornalistas da Galiza; na secçom Desportos, além da info alternativa habitual, também é publicada uma entrevista a José Parrada, remeiro do Barbança, que compite com La Marinera de Castro Uridiais; finalmente, na contra-capa, Henrique Banet, agricultor ecológico e activista ambiental, encerra a série de entrevistas deste número.

A reivindicaçom da figura do Apalpador para as datas do Natal e uma pequena reportagem sobre Wikileaks, também têm espaço nas páginas do periódico de informaçom crítica, ao lado do seguimento da atualidade informativa noutras secçons como Cronologia, Cultura, Ciência, Saúde ou Economia, neste último caso com foco para as medidas neoliberais aprovadas pelo Estado espanhol.

Na secçom Opiniom, colaboram desta volta Carlos Aymerich, Maria Osório e Leo F. Campos; além das habituais assinaturas do presdiente da AGAL, Valentim R. Fagim; de Beatriz Santos, Toni Lodeiro ou Carlos C. Varela. No espaço de debate Palestra, Moisés Cima Fernández e Carlos Varela Aenlle analisam a galeguidade do idioma que se fala entre os rios Eu e Návia a partir de duas posiçons contrapostas.

A Revista

Finalmente, no suplemento A Revista, que atinge o seu número 28, da mão de João Aveledo a Galiza Natural olha para a perdiz-charra, umha das aves mais desconhecidas, extinta em Portugal e em declínio na Galiza. Por seu lado, Bernardo Máiz Bar, colabora com uma interessante análise sobre a substituiçom cultural e linguística a que o povo galego está submetido, como os gaitistas como exemplo. Em Criaçom, Samuel L. París propom um texto em que os momentos decidem por si próprios os efeitos que provocam.

 


Clique em cima das imagens para ver as capas em tamanho grande

 

+ Ligaçons relacionadas: