Pedem unificar a imagem do Apalpador

Como proposta iconográfica defendem a realizada polo artista Leandro Lamas

Quinta, 10 Dezembro 2009 00:00

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A Gentalha reivindica o trabalho de Leandro Lamas

PGL - Diferentes colectivos e associaçons, aglutinados através de umha iniciativa da Gentalha do Pichel, pedem unificar a imagem do Apalpador para melhorar o resgate, difusom e popularizaçom desta figura.

Da Gentalha lembram que o trabalho de recuperaçom deste personagem inicou-se após o PGL publicar em dezembro de 2006 um artigo [PDF] de José André Lôpez Gonçález. A primeira representaçom iconográfica nom demorou demasiado e chegou mercê ao artista Leandro Lamas, autor da única imagem reconhecível do Apalpador os últimos três anos.

Prova da sua crescente popularizaçom, este ano, pola vez primeira, o Apalpador saltou à publicidade e contou também com certo suporte institucional graças a actividades como as das Cámaras municipais de Compostela e da Corunha.

Mas é com esta última que chegou a polémica, pois entre as actividades programadas estivo a presença de umha pessoa disfarçada do Apalpador com umhas roupagens que diferem da referida representaçom icónica. Disfarce que, aliás, estava inspirado num cartaz que presidia o acto e que fazia referência ao conto ilustrado do corunhês Xoán G. Otero.

Da Gentalha do Pichel incidem em que o trabalho de recuperaçom do apalpador iniciado a sério há três anos procurou ir «muito para além da simples recuperaçom dumha lenda popular», mas actualizar a figura «adaptando-a às necesidades do movemento na defesa da nossa cultura nacional».

Muitas dificuldades

Da associaçom compostelana consideram que o labor contou com muitas dificuldades, acrecentadas nos seguintes anos pola implicaçom de pessoas, colectivos e até meios de comunicaçom «que nom necesariamente tenhem porque compartilhar o mesmo enfoque que nós lhe queremos dar à figura do Apalpador».

Seja como for, consideram importante que exista homogeneidade nuns aspectos básicos. Num primeiro bloco de questons estaria o próprio nome do Apalpador, pois se bem a nível local existem outros como Pandigueiro ou Apalpa-barrigas, consideram que deve dar-se maior difusom ao que logrou por enquanto um maior reconhecimento.

A própria data de chegada do carvoeiro courelao também deveria ser objecto de consenso, e se bem os testemunhos orais parecem situá-la ao redor de 31 de dezembro, da Gentalha acham que se deve promover a noite do 24 por ter «a mesma origem cultural que o Pai Natal» e entrar em directa concorrência com este.

Umha só figura

Nesta linha, consideram imprescindível difundir umha imagem estandarizada que ajude a fazer reconhecível o Apalpador, e apostam pola representaçom realizada há três anos polo artista Leandro Lamas, e qualificam de «lamentável» que já tenha havido quem nom quijo «respeitar este ícone e apostou bem ase a critérios estético-ideológicos por outra representaçom».

Com esta frase referem-se indirectamente ao corunhês Xoán G. Otero, quem realizou a sua própria interpretaçom do Apalpador. Em declaraçons ao jornal La Voz de Galicia, para o qual trabalha como infografista, Otero assegurava recentemente que nom quijo dar-lhe a oApalpador aspecto de «esmolante» porque, ao seu ver, «essa imagem, ainda que se corresponde com as descriçons populares do personagem, é fruto de umha deturpaçom posterior dessa tradiçom».

Para o ilustrador corunhês, a caracterizaçom do Apalpador com roupas pobres deve-se a que tanto o carvom de natal como outros ritos ligados com o solstício de inverno fôrom substituídos por outras tradiçons como os Reis Magos e acabárom sendo «desprestigiados e abandonados», o qual teria feito com que o carvoeiro courelao passasse a ser representado de maneira 'pobre' no imaginário popular.

 

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